quarta-feira, 1 de julho de 2009
Paulo Henrique Amorim: Lula vai chamar o Queiroz e o Lacerda de volta ?
Link original AQUI.
Lula vai chamar o Queiroz e o Lacerda de volta ? A Folha (*) e a PF não acharam o áudio do grampo …
1/julho/2009 10:11
Saiu na Folha (*), pág. A11 ……… (esses assuntos não merecem ir para a capa …):
“PF conclui caso (?) sem achar grampo no STF – Sem encontrar áudio de suposta (?) interceptação telefônica de Mendes e de Demóstenes, policia não deve indiciar ninguém.”
Se não tivesse medo, o Presidente Lula poderia fazer o seguinte :
1) Chamar às falas o Supremo Presidente do Supremo e dizer para ele: chega de desmoralizar a Justiça !
2) Demitir o ministro serrista Nelson Jobim, aquele que produziu uma babá eletrônica para ajudar o Presidente Supremo do Supremo a derrubar o ínclito delegado Paulo Lacerda;
3) Chamar Paulo Lacerda e re-nomeá-lo diretor geral da Abin
4) Chamar Protógenes Queiroz e nomeá-lo diretor geral da Polícia Federal
5) Entrar em cadeia nacional de rádio e televisão e no “Bom Dia Presidente” dizer: errei, errei, sim, caí no conto do grampo.
6) Entrar na Justiça para fechar a Veja. Como diria a Mary McCarthy, a Veja mente quando escreve “a” e “e”.
7) Mandar o Ministro Franklin Martins parar de usar as revistas da Abril para veicular publicidade do Governo – como veicular informação comercial em publicações que mentem deslavadamente ?
8 - Mandar seu Ministro da Justiça Abelardo Jurema parar de falar mal de Protógenes Queiroz e de Paulo Lacerda e polir as botas dos capangas de Gilmar Dantas (**)
9) Ligar para o Serra, pedir para fazer outro “Roda Morta” com o Protógenes e sugerir que a Lillian Witte Fibe sustente que a Veja não disse que havia áudio no grampo !?!?!?
10) Sugerir ao delegado Amaro da Polícia Federal para dar um pulinho a Los Angeles e investigar a causa mortis do Michael Jackson.
O problema é que o presidente Lula tem medo dessa gente.
Vai ver que acha que o Gilmar Dantas (**) vai fazer como o Gilmar Dantas (**) da Nicarágua.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é aquele jornal da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**) Gilmar Mendes
sábado, 9 de maio de 2009
A mídia dantesca
Os leitores que se lixem
Por Nanaco
O Globo hoje deu uma página toda pra pisar e rodar o pé sobre o deputado que ousou dizer para um sagrado jornal que está se lixando para a opinião pública. Antes de nos indignar por completo, precisamos debater de forma séria o que, afinal, é essa tal opinião pública. É a que faz a pauta dos jornalões ou a que norteia a convicção da população? Porque as duas não andam se encontrando muito nos últimos anos. Ok. Esse é outro problema.
O que quero destacar de curioso é que no mesmo Globo de hoje há uma matéria com o digníssimo, sapientíssimo guardião da Constituição e dos direitos fundamentais da peçonha humana, presidente de tudo, ministro Gilmar Mendes. Lá ele diz, em bom vernáculo, que está se lixando para a opinião pública. Por que não provocou a ira do mesmo jornal? Será que essa opinião pública a qual Mendes finge ignorar não é exatamente a mesma opinião que recheiam os jornais? E aí voltamos para a questão do parágrafo anterior. O que, afinal, é essa tal de opinião pública? A minha é que não é.
Opinião pública pode punir deputado
Após dizer que está se lixando para a opinião pública, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) pode perder a relatoria do processo contra Edmar Moreira (sem partido-MG), o deputado do castelo, no Conselho de Ética da Câmara. Para integrantes do conselho, Moraes se excedeu ao defender e absolver Edmar antes mesmo de qualquer investigação. Página 3
Gilmar: juízes têm de enfrentar opinião pública
-------------------------------------------------------------------------------
Não é difícil concluir que Dantas é o maior mafioso de nossa história republicana, já atingindo proporções cinematográficas. O banqueiro já virou uma instituição, parasitando a máquina estatal a revelia do grupo político que a detem.
Tamanho é o número de parlamentares e lobistas que em sua mão comem e considerável é o comprometimento de instituições dentro dos três poderes que a ele são subservientes que chega ao ponto onde extrai-lo da máquina seria o mesmo que arrancar-lhe um pulmão; não a mataria, mas sem dúvida a deixaria debilitada, vez que já incorporada em sua praxe a figura do banqueiro mau caráter provedor dos picaretas - que não são poucos - que dela fazem parte, fazendo das relações com Dantas um vício que, apesar de pernicioso, já virou tão cabal quanto uma ida ao banheiro. A melhor opção, todavia, ainda assim é viver sem esse câncer e reinstaurar ("re"?) a moralidade no corpo da Administração Pública, em pesar dos fortíssimos anticorpos congressistas, midiáticos e judiciários que reagem em defesa de seu cancerígeno líder contra as repressivas e quimioterápicas doses protogênicas e dessanctianas.
A observação de Nassif consolida ainda mais que a nefasta influência de Dantas não possui como fronteiras os muros da dinâmica de funcionamento político do Estado, atingindo também os maiores meios de comunicação escritos do País: Folha, Veja, O Globo e Estadão, todos ligados direta - no caso da Veja - ou indiretamente a vassalos de Dantas. Serviçais como são, não podem deixar de sair em defesa de outros serviçais de seu patrão também preenchedores da trincheira dantesca, ainda mais se o capacho a ser protegido for o presidente do STF - no caso em tela, de suas próprias afirmações, feitas em momento mais do que inoportuno onde o qual a mídia está caindo em cima de um deputado justamente pelo fato de ter dito que não dá atenção à opinião pública -, peça estratégica na precípua defesa do dulce orelhudo. Engraçado o efeito que Dantas, através de Mendes, causa sobre a opinião dos grandes meios, impelindo-os a fazer contorcionismos circenses como esse.
Quem está com Dantas não vai de encontro à opinião pública, pois a opinião pública ainda são eles que formam. Apenas na cabeça deles.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Imprensa ignora a conclusão da Satiagraha
Silêncio, estranho silêncio
Por Luciano Martins Costa em 30/4/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 30/4/2009
A chamada Operação Satiagraha, que mereceu tantas páginas de jornais e revistas, foi oficialmente concluída. O inquérito segue para a Justiça, sob um estranho silêncio da imprensa.
Na quinta-feira (30/4), apenas o Estado de S.Paulo registra que a Polícia Federal indiciou o executivo Roberto Amaral, mais um colaborador do dono do Banco Opportunity. Agora são treze, oficialmente, os acusados de envolvimento em crimes de evasão de divisas, formação de quadrilha e outras falcatruas.
O personagem do dia, Roberto Amaral, é velho conhecido de jornalistas que cobrem a confluência da política com a área de negócios. Ele costumava circular com desenvoltura pelos gabinetes de Brasília desde os anos 1970, sendo apontado como lobista da construtora Andrade Gutierrez.
Durante o governo Fernando Collor, era dos personagens que entravam e saíam do gabinete presidencial a qualquer hora, mesmo sem ter seu nome anotado na agenda de audiências. Foi grande amigo do notório tesoureiro de campanha do ex-presidente Collor, Paulo César Farias, lembra a reportagem do Estadão.
Primeira instância
Se fosse do tipo falastrão, Roberto Amaral teria muitas histórias para contar. Mas, ao que parece, não há muitas pessoas dispostas a ouvi-lo. Nem mesmo na imprensa.
Pois nada justifica os outros jornais terem ignorado o fato de que, com o indiciamento de Amaral, conclui-se o inquérito que a Polícia Federal batizou de Satiagraha.
O observador atento, que de tão atento pode até ser tido como chato, perguntaria: por que razão, depois de tanto escândalo sobre as práticas do delegado Protógenes Queiroz, que deu início e estruturou o inquérito, os jornais ignoram seu desfecho?
O indiciamento de Roberto Amaral foi feito há uma semana. A publicação da notícia e da conclusão do inquérito parece ter sido resultado do interesse exclusivo do repórter, já que não há nem mesmo uma palavra de referência na primeira página do jornal.
O caso agora está na Justiça. Daniel Dantas vai responder por cinco crimes: gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e operação irregular de crédito. Terá a companhia de doze sócios e colaboradores. Ele já foi condenado a dez anos de prisão, em primeira instância, por corrupção ativa. E, de repente, a imprensa perdeu o interesse por ele.
domingo, 26 de abril de 2009
Os servos de Dantas
Apesar da menor importância, as demais peças possuem valor fundamental na defesa de suas figuras reais, dado que, uma vez derrubadas, abrem passagem para que se atinja a jugular da realeza, acarretando, assim, na derrota. Tal exemplo projeta-se de forma perfeita tanto no embate ocorrido entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes ocorrido na semana passada como na reação da Veja em relação ao acontecido: Mendes (o bispo branco), peça de posição estratégica na defesa do rei (Daniel Dantas), ao ser alvejado pelo exército negro (Joaquim), provocou de forma imediata a reação da torre (Veja) para neutralizar os ataques do exército adversário (o trecho reproduzido é de sua última edição):
O DIA DE ÍNDIO DE JOAQUIM BARBOSA
A descompostura quase provoca uma crise institucional no STF por causa do destempero de Joaquim Barbosa – justo ele, um ministro símbolo de coragem, cultura, inteligência e elegância
(...)Na semana passada, durante uma rude discussão sobre a aposentadoria de servidores do Paraná, o ministro Joaquim Barbosa atacou o presidente Gilmar Mendes com uma série de acusações sem fundamento que ele leu em algum panfleto partidário. (...)
Que a Veja se pauta pelos cambiantes e malcheirosos ventos da conveniência política e econômica é uma coisa óbvia que todos sabemos, mas se ainda havia quem não houvesse enxergado isso, agora não há mais desculpas: no momento em que o ministro Joaquim Barbosa fora relator do Mensalão e pediu o indiciamento dos seus envolvidos, fora alçado à capa do semanário da Abril com loas de herói; hoje, é taxado como “destemperado” e “desfundamentado”. As opiniões da Veja possuem consistência semelhante a de uma gelatina exposta ao sol do meio-dia.
Mendes, por sua vez, possuindo ligação umbilical com Daniel Dantas - senhor da Veja até mais que o próprio Victor Civita -, ao ver seus intestinos expostos à coletividade pelo ministro Joaquim, viu-se nu diante da opinião pública; Mendes, serviçal inveterado de Daniel Dantas como um Cérbero fiel que não poupa forças para proteger as portas do Tártaro, fora confrontado por um Hércules - representado na figura do ministro Joaquim - sem nenhum receio de chegar até Hades – Dantas - com seus ousados ataques. A Veja, naturalmente, não podia deixar isso passar em branco, colocando-se com reflexo felino em defesa de Mendes ao voltar seu belicoso arsenal verborrágico e panfletário contra aquele que, há pouco mais de um ano, protagonizara sua capa como herói da República.
A torre, em defesa do bispo e em nome do rei, evitou mais uma vez o xeque-mate. Só lembremos que, por mais que ainda haja aqueles que insistam na tese de que entre Dantas, Veja e Mendes não há ligação, ao final da partida todas as peças do mesmo exército são guardadas, sempre, na mesmíssima caixa.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Luis Nassif vs Noblat
Links originais:
Desabafo de Noblat
Resposta de Luis Nassif
Ricardo Noblat
Do lado da lei
De que lado você está?
Do lado do delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal, ex-coordenador da Operação Satiagraha?
Ou do lado do banqueiro Daniel Dantas (foto acima), dono do grupo Opportunity, duas vezes detido por Protógenes e duas vezes libertado por habeas corpus concedidos pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal?
Se hesitar em responder que está do lado do delegado é porque você é defensor enrustido do banqueiro condenado em primeira instância por tentativa de suborno, e suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Se insinuar que o delegado, movido pelas melhores intenções, talvez, contudo, porém, entretanto, tenha exorbitado dos seus poderes é porque você é um “dantista” descarado.
É nesses termos que se trava caloroso debate em blogs, comunidades da internet e em fóruns universitários país a fora.
Quem está do lado do delegado faz sua defesa apaixonada e incondicional. Quem enxerga falhas no trabalho dele argumenta com cautelosa timidez. Quem está do lado de Dantas…
Bem, se alguém está do lado de Dantas silencia. Resiste até mesmo sob tortura a abrir a boca a favor dele.
Protógenes escondeu informações dos seus superiores enquanto preparava o cerco a Dantas? Agiu bem. Os superiores não mereciam confiança. Acabariam vazando o que deveria ser mantido em segredo.
Protógenes espionou gente sem autorização da Justiça? Ora, vai ver que essa gente se relacionava com outra que era alvo de espionagem legal. É impossível combater o crime sem incorrer em pequenos crimes.
Arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), requisitados por Protógenes para ajudá-lo na Satiagraha, tiveram acesso a escutas grampeadas? A Polícia Federal disse que a ajuda feriu a lei. A ABIN disse que não.
Protógenes escreveu uma carta ao presidente Barack Obama acusando o Judiciário e Lula de estarem na folha de pagamento de Dantas? Compreensível. Foi desespero de um patriota desencantado.
Agora, falando sério: uma coisa é uma coisa, outra é outra, como observou certa vez José Genoino, então presidente do PT.
Dantas deve ser mandado para os quintos do inferno caso reste provado que ele é o mais vil dos criminosos paridos por aqui. Ou apenas vil.
Mas para onde deve ser mandado Protógenes se também restar provado que ele atropelou a lei? Há gradação de penas, eu sei. Por óbvio, a de Protógenes seria menor.
Só não dá é para admitir que o ilegal possa estar a serviço do combate à ilegalidade. Que crimes de grosso calibre sejam capazes de absolver os menores.
Tolerância zero com quem transgrida a lei!
Não é isso o que se cobra todo dia neste país abençoado por Deus, bonito por natureza e promovido à condição vergonhosa de paraíso da impunidade?
Assaltar o Banco do Brasil não pode. Atravessar o sinal vermelho pode?
Antes de dar por findo este libelo: atribui-se a políticos do PMDB ligados a Dantas, e a outros da oposição, a desgraça que se abateu sobre Protógenes, rapaz de boa índole, cumpridor dos seus deveres, profissional aplicado e competente, e, no entanto, ameaçado injustamente de ser expulso por mau comportamento dos quadros da Polícia Federal. Logo ele que se destacou por prender peixes graúdos que exalam mau cheiro.
Mas quem derrubou Protógenes da coordenação da Satiagraha – quem foi?
Quem distribuiu trechos de uma fita onde ele parecia pedir para deixar a função – quem foi?
Quem ordenou a abertura de inquérito para investigar sua conduta – diga lá?
E quem se prepara para denunciá-lo à Justiça por supostos crimes - quem?
Resposta a todas as perguntas: o governo do cara, do boa pinta, via Ministério da Justiça e Polícia Federal.
Palmas para o governo. Não importa que tenha sido pressionado a proceder assim. De resto, está disposto a ir muito além, patrocinando leis destinadas a impor uma nova ética à ação de agentes encarregados da repressão a crimes.
Luis Nassif
O bravo Noblat, de que lado está?
1. Os habeas corpus de Gilmar Mendes, ou pelo menos o segundo, não teve motivação legal. Tanto que ele pediu aos colegas que não rebatessem porque o que estaria em jogo (segundo ele) era o desafio do juiz De Sanctis ao Supremo. Manipulou o corporativismo do Supremo em favor de sua decisão.
2. Esconder informações dos superiores não configura ilegalidade. Noblat sabe bem que o trabalho na Polícia Federal era compartimentalizado, justamente para evitar vazamentos. Era essa a regra vigente até a chegada de Luiz Fernando ao comando. Basta ler o relatório do corregedor. Conflito administrativo? Provavelmente, mas longe de configurar ilegalidade ou crime, como pretende Noblat.
3. Se Protógenes cometeu abusos e ilegalidades, que seja punido. Faltou Noblat identificar quais abusos e quais ilegalidades. O que está ocorrendo até o momento é o vazamento seletivo de inquéritos, no qual o jornalista contemplado é editor e juiz ao mesmo tempo: vaza as informações que escolhe e julga sem apresentar todos os elementos. Por exemplo, acusa-se Protógenes de grampear assessor da Casa Civil. Quando o vazamento é divulgado com todas as informações, descobre-se que o grampeado era um advogado lobista que ligou para o assessor - que, saliente-se, nada falou de comprometedor. Se Protógenes é culpado mesmo, porque não se coloca a íntegra do processo de Ali Mazloum na Internet?
4. O relatório do corregedor não identificou uma só escuta ilegal. Identificou colisão com o novo estilo implantado por Luiz Fernando na PF. Ilegalidade, por tudo que li, e o Noblat também, não houve. Ilegalidade é dar divulgação a anotações particulares, não públicas, encontradas no computador do delegado.
5. Sem ser pressionado, o Noblat deu guarida a todos os balões empinados contra Protógenes. É fácil criticar o delegado por eventuais deslizes, submetido à maior pressão que já testemunhei um servidor público sofrer - de praticamente todos os poderes da República. Mas quem responde pelos deslizes na cobertura? NInguém, porque sendo contra Protógenes o jornalista está antecipadamente absolvido pelos veículos. A conta a ser paga é com os leitores.
6. Protógenes abusou, transgrediu, exorbitou? É possível. Praticou ilegalidades? Pode ser que sim, mas têm que aparecer as provas. É oportunista? Não o conheço para julgar. Não boto a mão no fogo nem assino em branco. Mas, como avalista de todos os fatos divulgados contra ele, aguardo que meu colega Noblat apresente as provas para poder responder com clareza à questão que coloca. Por enquanto, o que sei é que, no texto, Noblat mandará Dantas aos infernos “se restar comprovados” seus crimes. Quanto ao Protógenes, ele já julgou e condenou.
7. Não consta que os críticos de Protógenes estejam inibidos com as críticas. Pelo contrário, usam e abusam de informações e factóides de forma ampla.
8. Do final do libelo de Noblat, fica claro que Raul Jungmann não é o único homem público a torpedear a Satiagraha. Luiz Fernando e o corregedor Amaro fazem companhia. Se Noblat acha que é atenuante, achado está.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Roteiro para enteder a CPI - Por Carlos Graça Aranha
"Caros amigos,
Corretíssima explanação fez a Procuradora do MPF Janice Ascari aqui na rede, explicando claramente o que é uma CPI, seus poderes e limitações. Não é demais lembrar, CPI não indicia ninguém. Somente o pode fazê-lo uma Autoridade Policial(Delegado) ou membro do Ministério Público quando da oferta da denúncia.
Imagino a imensa frustração de muitos por aqui quanto ao direito constitucional evocado pelo delegado na CPI, ontem.
Como também operador do direito, OficialCP da PCERJ, especialista em fraudes, tendo auxiliado a cassar os mandatos de dois deputados estaduais do RJ( Jane Cozzolino e Renata do Posto), já tendo prestado depoimento em CPI posso avaliar certas questões:
1) A CPI deve ter tema previamente determinado. E tinha, a interceptação telefônica ilegal generalizada pelo país(um factóide). Queria eu que Protógenes fosse “indiciado” ontem. Como assim ? Ficaria evidenciado o crime de abuso de autoridade praticado por Itagiba; Processá-lo, mesmo sendo deputado, seria fácil;
2) A CPI era uma armadilha, eu disse ARMADILHA. Os dados da Satiagraha são sigilosos, como decretado pelo Juiz Fausto De Sanctis, sendo correto que ele mesmo negou a abertura do sigilo à malsinada CPI; É tão sigilosa que o Juiz Mazloum estará em péssimos ângulos nas próximas cenas. Caso Protógenes falasse de algo protegido por sigilo poderia sair dali preso em flagrante por crime inafiançável em sede policial. ESSA ERA A ARMADILHA. Itagiba estava louco para prendê-lo por algo mais sério que uma simples contradição; Contradição nem sempre está associada a má fé, mais também a receios de serem reveledos certos fatos em determinadas datas;
3) O Objetivo principal era o de produzir prova para Dantas, o banqueiro condenado, como diz o delegado, porém, como Protógenes não caiu na armadilha, esse objetivo tornou-se inatingível;
4) Via de regra, nas CPIs estaduais em que tive de depor para me explicar, junto com Delegados e demais agentes, do porquê se investigou este ou aquele “riquinho”, encontrei beócios, bossais e ignorantes por completo, ocorrendo uma ou outra exceção. O nível intelectual do grosso dos parlamentares é péssimo. É o preço que se paga pela distorção do processo eleitoral e da banditização. Esta última embrutece. Muitos dos que vi no parlamento do RJ hoje estão em Brasília.
5) Da publicidade dos atos do inquérito: Legalmente tomaremos ciência do que há em Satiagraha somente quando da sentença prolatada pelo Juiz do caso no processo. Satiagraha ainda é inquérito. Paciência.
6) O delegado Protógenes estava bem preparado. Fugiu às tentações de se tornar mártir. Ainda assim, conseguiu ser irônico sem tencionar ironia, mas por conta do absurdo que ali se explanava;
7) A PF ao mesmo tempo flagelava Dantas dentro da lei(busca e apreensão judicial)- Recado direto;
Aspectos positivos:
a) Está cada vez mais clara e cristalina toda a situação, todos os fatos, as redes de intrigas e proteção, os papéis dos personagens;
b) Aproxima-se a data de se observarem os cadáveres morais e suas vísceras;
Aspectos negativos: Por transcender a mandatos distintos, épocas, tendo gente(políticos nefastos) atolada na lama por todos os lados e, sendo o STF atual dirigido de forma autocrática, para dizer o mínimo, concluam…"
Link original AQUI.
terça-feira, 10 de março de 2009
A credibilidade da VEJA
Impeachment de Lula? Nunca houve processo aberto. Só os leitores da Veja acreditavam que era possível.
Inflação voltando em 2002 aos níveis da era Collor? Estamos até agora esperando.
Lula assustando o mercado? O risco Brasil nunca foi tão baixo. Os números da economia são os melhores desde que começaram a ser calculados.
Essa é excelente. Os Estados Unidos nos salvaram?!?! Sem palavras.
Bush, um herói que nos salvou. Che Guevara um falso herói, assassino sanguinário.
E finalmente a mais clássica de todas. Collor - O Caçador de Marajás.Sobre a nova bomba da VEJA
Essa onda avassaladora sobre Protógenes, por parte de uma cadeia de adversários explícitos e de suspeitos de envolvimento na Satiagraha não está criando um réu, mas um mártir - independentemente do delegado ser um justo ou um justiceiro, independentemente de ter ficado nos limites da lei ou exorbitado.
Esse pessoal não enxerga um metro adiante do nariz. Como supor que esse massacre - acompanhado por toda a Nação - não vai ser um tiro no pé? Entrem na Internet, consultem todos os sites com notícias sobre o tema que abram espaço para comentários.
A cada dia, a cada nova truculência, esse episódio está expondo todos os vícios do modelo político brasileiro, o fracasso da democracia, o fracasso dos Três Poderes, a desmoralização do Executivo, a vendeta da Polícia Federal, a manipulação do Judiciário pelo presidente do STF, a manipulação da justiça pela imprensa.
Poucas vezes vi perda de rumo igual. Não estão se dando conta de que todos estão ficando com a cara da Veja."
Link original do texto.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
De Sanctis pode ser afastado da magistratura
As investigações, iniciadas pelo delegado Protógenes Queiroz, revelaram que o banqueiro Daniel Dantas estava envolvido há anos nos maiores esquemas de corrupção do Brasil. Depois de colher provas suficientes, Protógenes prendeu o banqueiro-bandido.
Protógenes foi vítima de pressão da imprensa submissa ao banqueiro por tê-lo prendido. Durante meses a Globo, a Folha e outros jornais tentaram ridicularizar as investigações tentando transformar o delegado em criminoso e o banqueiro-bandido em vítima. Além disso, o presidente do STF, Gilmar Mendes, deu habeas corpus a Daniel Dantas para que ele ficasse solto. Acredite ou não: leis referentes a habeas corpus e algemas foram modificadas para proteger o banqueiro-bandido.
De Sanctis foi o juiz que assumiu as investigações iniciadas pelo delegado Protógenes. Ele recusou promoções a outros cargos para que pudesse continuar nas investigações e já mandou prender Daniel Dantas (mas Gilmar Mendes mandou soltá-lo novamente). Agora, segundo a jornalista da Folha, o juiz estaria sendo pressionado pelo STF. Talvez ele perca seu posto e as investigações serão canceladas.
Acho que se isso for verdade, se o banqueiro-bandido Daniel Dantas ficar ileso, perderei a esperança que a corrupção pelo menos diminua no Brasil.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Jornalista Paulo Henrique Amorim entrega representação contra Daniel Dantas e José Serra
Segundo ele, o governador e o banqueiro bandido espionaram e perseguiram membros de sua família e ele próprio. O jornalista; que já trabalhou na Globo, na Manchete, na editora Abril e outros; tem rotineiramente feito críticas e denúncias aos dois acusados.
Ele também postou um email enviado pelo ministro Tarso Genro o apoiando e o texto da representação entregue à Polícia Federal.
Veja o post no blog de PHA clicando AQUI.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Caso Daniel Dantas
Mesmo com os esforços da grande mídia de ridicularizar o delegado Protógenes Queiroz e a operação por inteiro, vemos que cada vez mais podemos ter esperanças que justiça seja feita contra o poderoso banqueiro bandido Daniel Dantas e seus colegas.
Como o jornalista Luis Nassif escreve em seu blog, agora o caso toma status de "um caso internacional" e será mais difícil para a mídia suja nacional e Gilmar Mendes impedirem as condenações dos culpados do maior caso de corrupção da história do país.
Links que podem interessar:
Reportagem da BLOOMBERG AQUI.
Reportagem da Folha de São Paulo AQUI.
Artigo do blog de Luis Nassif AQUI.