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quarta-feira, 29 de abril de 2009

O passeio de Joaquim

Tive a oportunidade de presenciar ontem uma cena onde, em sala de aula, um colega bradou com indignação o fato do ministro Joaquim Barbosa ter ido "passear" no Rio após o arranca-rabo do mesmo com o Supremo Presidente do Supremo Gilmar Mendes.

Deveria o colega - assim como quem mais compartilhar de sua indignação - ter se informado melhor antes de ter emitido uma derradeira opinião sobre o assunto.

Diferentemente de Mendes, não é do feitio de Luís Nassif sonegar informações:



O “passeio” de Joaquim Barbosa

No dia seguinte ao bate-boca com Gilmar Mendes, o Ministro Joaquim Barbosa foi almoçar em um restaurante no Rio de Janeiro, onde recebeu o apoio de muitos dos presentes. O evento foi interpretado como um “passeio” populista de Barbosa.

Barbosa esteve no Rio para uma ida à 9ª Vara Federal Criminal, para tratar de detalhes acerca das oitivas a serem ali realizadas em maio - 30 testemunhas de defesa de acusados do Mensalão. Para não realizar as oitivas pessoalmente, Barbosa valeu-da chamada “Carta de Ordem” - uma espécie de carta precatória, pela qual ele delega a outro juiz a tarefa de tomar os depoimentos das pessoas. O tal “passeio carioca” consistiu apenas em um almoço frugal, a 2 quilômetros da Justiça Federal.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/page/3/

domingo, 26 de abril de 2009

Os servos de Dantas

por Gustavo Barbosa

No jogo de xadrez, as peças são dispostas no tabuleiro de forma a, em uma verossímil reprodução dos ferrenhos combates medievais, salvaguardar aquelas que seriam de maior importância: o rei e a rainha. Assim, não importa a estratégia de defesa adotada, os peões, o bispo, o cavalo e a torre convergem todos na defesa dessas duas peças as quais, se capturadas pelo adversário, tiram chances significativas de vitória – no caso, a rainha – ou findam de vez o combate – em tratando do rei -, em mais uma projeção da realidade feudal, onde a invasão do castelo alheio seguida da destronação do seu monarca é quase sempre o ponto alto das vitórias das guerras e batalhas da Idade média.

Apesar da menor importância, as demais peças possuem valor fundamental na defesa de suas figuras reais, dado que, uma vez derrubadas, abrem passagem para que se atinja a jugular da realeza, acarretando, assim, na derrota. Tal exemplo projeta-se de forma perfeita tanto no embate ocorrido entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes ocorrido na semana passada como na reação da Veja em relação ao acontecido: Mendes (o bispo branco), peça de posição estratégica na defesa do rei (Daniel Dantas), ao ser alvejado pelo exército negro (Joaquim), provocou de forma imediata a reação da torre (Veja) para neutralizar os ataques do exército adversário (o trecho reproduzido é de sua última edição):

O DIA DE ÍNDIO DE JOAQUIM BARBOSA


A descompostura quase provoca uma crise institucional no STF por causa do destempero de Joaquim Barbosa – justo ele, um ministro símbolo de coragem, cultura, inteligência e elegância


(...)Na semana passada, durante uma rude discussão sobre a aposentadoria de servidores do Paraná, o ministro Joaquim Barbosa atacou o presidente Gilmar Mendes com uma série de acusações sem fundamento que ele leu em algum panfleto partidário. (...)

Que a Veja se pauta pelos cambiantes e malcheirosos ventos da conveniência política e econômica é uma coisa óbvia que todos sabemos, mas se ainda havia quem não houvesse enxergado isso, agora não há mais desculpas: no momento em que o ministro Joaquim Barbosa fora relator do Mensalão e pediu o indiciamento dos seus envolvidos, fora alçado à capa do semanário da Abril com loas de herói; hoje, é taxado como “destemperado” e “desfundamentado”. As opiniões da Veja possuem consistência semelhante a de uma gelatina exposta ao sol do meio-dia.

Mendes, por sua vez, possuindo ligação umbilical com Daniel Dantas - senhor da Veja até mais que o próprio Victor Civita -, ao ver seus intestinos expostos à coletividade pelo ministro Joaquim, viu-se nu diante da opinião pública; Mendes, serviçal inveterado de Daniel Dantas como um Cérbero fiel que não poupa forças para proteger as portas do Tártaro, fora confrontado por um Hércules - representado na figura do ministro Joaquim - sem nenhum receio de chegar até Hades – Dantas - com seus ousados ataques. A Veja, naturalmente, não podia deixar isso passar em branco, colocando-se com reflexo felino em defesa de Mendes ao voltar seu belicoso arsenal verborrágico e panfletário contra aquele que, há pouco mais de um ano, protagonizara sua capa como herói da República.

A torre, em defesa do bispo e em nome do rei, evitou mais uma vez o xeque-mate. Só lembremos que, por mais que ainda haja aqueles que insistam na tese de que entre Dantas, Veja e Mendes não há ligação, ao final da partida todas as peças do mesmo exército são guardadas, sempre, na mesmíssima caixa.

sábado, 25 de abril de 2009

Zero Hora: "Barbosa saboreia popularidade"

"Depois de desafiar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, a ir às rua, o ministro Joaquim Barbosa experimentou ontem o gosto da popularidade.

Protagonista de um bate-boca com Mendes na quarta-feira, Barbosa caminhou ontem pelas ruas do Rio. Antes, o teste de popularidade se deu em um restaurante, no centro da cidade. Ao almoçar com três amigos, o ministro foi reconhecido e cumprimentado por frequentadores. Questionado por jornalistas, Barbosa desconversou sobre a reação do público:

– Não tem nada disso não, deixa pra lá.

Em pelo menos duas mesas do restaurante, foi obrigado a parar para ouvir cumprimentos de “Parabéns, ministro”. Os elogios se repetiram no trajeto que ele fez do restaurante à Avenida Rio Branco – cerca de dois quarteirões –, onde entrou no carro oficial.

Na reunião a portas fechadas, realizada na noite de quarta-feira, em que foi definida a divulgação de uma nota de apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ficou evidenciado um racha entre os 11 integrantes da Corte.

O reconhecimento a Mendes foi o consenso possível entre os nove ministros que participaram da reunião. Barbosa resolveu ir embora depois da sessão, e Ellen Gracie estava no Exterior. Um grupo queria que a nota repudiasse a postura de Barbosa.

Depois de ouvir de Barbosa que não se retrataria, os ministros Celso de Mello, e Carlos Ayres Britto retomaram à reunião dispostos a não criticá-lo na nota. O temor era de que uma censura pública abrisse caminho para o impeachment de Barbosa, algo inédito na história do Supremo."

Link original AQUI.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mário de Oliveira: Seis juízes do STF trabalham para Gilmar

Direto do blog de Azenha. (link original)Mário de Oliveira (23/04/2009 - 21:04)

Você já entrou no site do IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público, que é de propriedade do Ministro Gilmar Mendes?
Entre os professores desse instituto estão os senhores Eros Roberto Grau, Marco Aurélio Mendes de Faria Mello, Carlos Ayres Britto, Carlos Alberto Menezes Direito e a senhora Cármen Lúcia Antunes Rocha (cinco Ministros do Supremo). Ou seja, alguns dos Ministros do Supremo também são funcionários, empregados, prestadores de serviço ou contratados, seja lá como possa ser definida legalmente, a relação deles com o IDP do Presidente do Supremo. Também está na relação o Ministro Nelson Jobim.

Será que não estariam ética e moralmente impedidos de se manifestarem acerca do entrevero Joaquim Barbosa X Gilmar Mendes? Nesse caso, não há conflito de interesses já que de alguma maneira os citados têm relação com Presidente do Supremo que envolve remuneração?

Ps do site: O comentarista não notou, mas o senhor Cezar Peluso trabalha para Gilmar e é também ministro do STF.

A lista dos professores do IDP está aqui

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Homenagem a Joaquim Barbosa

O Grande Mestre Joaquim Barbosa falou na cara de Gilmar Mendes o que todo mundo já sabia desde que ele deu dois habeas corpus em 48 horas ao maior criminoso do Brasil, Daniel Dantas (muito provavelmente um recorde mundial): que ele está destruindo a credibilidade do judiciário.

É pena que só exista ele no STF que tenha coragem de enfrentar Gilmar Mendes. Gilmar está de fato acabando com a justiça do Brasil. Está trabalhando arduamente para lascar os pobres e proteger os empresários poderosos como o nosso querido Daniel Dantas.

Gilmar será lembrado no futuro como um grande inimigo da democracia. Será um exemplo legítimo de corrupção, mau-caráter e arrogância. Joaquim será lembrado como o homem que não tinha medo, que o enfrentou. Fico feliz de vê-lo assim, e triste porque foi só ele.

Espero que um dia eu me encontre com o ministro Joaquim Barbosa e possa apertar a mão dele.

Veja o vídeo da briga e observe a cara de imbecil de Gilmar.



Abaixo o vídeo de 2007, onde Joaquim Barbosa já tinha enfrentado Gilmar Mendes.



VIVA JOAQUIM BARBOSA