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terça-feira, 28 de julho de 2009

Marcos Boulos: A gripe suína mata tanto quando a gripe sazonal, que vem em todo inverno.

Do blog CONVERSA AFIADA.
Link para a entrevista AQUI.

Resumo da entrevista:

Das doenças infecciosas, a gripe suína é uma das menos graves.

Ela mata tanto quando a gripe sazonal, que vem em todo inverno.

Dos que pegam gripe suína, 0,1% morre.

Uma pessoa em mil que entre os que pegam a gripe.

O sarampo mata 40 vezes mais.

A meningite, 200 vezes mais.

Essa gripe vai durar mais um mês, um mês e meio – como toda gripe, ela vem no inverno.

E a imunização através da vacina estará pronta em três, quatro meses.

Quando a mídia só chama a atenção para as mortes, para os fatores negativos da doença, isso é alarmismo.

É necessário noticiar, uma obrigação da mídia contribuir para que as pessoas conheçam a doença e a maneira de enfrentá-la.

A novidade dessa gripe em relação à gripe sazonal é que essa gripe suína compromete pessoas saudáveis.

Enquanto a gripe sazonal costuma pegar em criancinhas – cujo sistema imunológico ainda não está formado – e em adultos da terceira idade.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ailton Medeiros: CPI DA PETROBRAS PÕE ECONOMIA EM RISCO

23/07/09
Até o “Financial Times” concorda: a CPI da Petrobrás põe em risco o “boom” da economia brasileira.

É o que diz reportagem do tradicional jornal britânico assinada pelo jornalista Don Phillips que chega a ironizar a grande mídia brasileira.

Confiram trechos:
“Apenas nos próximos cinco anos, a Petrobras planeja investir US$ 28,9 bilhões nos campos “pré-sal” de águas profundas. A investigação [a CPI] chega em um momento ruim”.

“A empresa está dando início ao desenvolvimento dos campos pré-sal tecnicamente complexos, mas o preparo de sua defesa já está desviando recursos administrativos desse esforço”, diz Gareth Chetwynd da “Upstream”, a revista especializada em petróleo e gás.”

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Paulo Henrique Amorim: Lula vai chamar o Queiroz e o Lacerda de volta ?

Texto do Conversa Afiada.
Link original AQUI.

Lula vai chamar o Queiroz e o Lacerda de volta ? A Folha (*) e a PF não acharam o áudio do grampo …
1/julho/2009 10:11

Saiu na Folha (*), pág. A11 ……… (esses assuntos não merecem ir para a capa …):
“PF conclui caso (?) sem achar grampo no STF – Sem encontrar áudio de suposta (?) interceptação telefônica de Mendes e de Demóstenes, policia não deve indiciar ninguém.”


Se não tivesse medo, o Presidente Lula poderia fazer o seguinte :
1) Chamar às falas o Supremo Presidente do Supremo e dizer para ele: chega de desmoralizar a Justiça !
2) Demitir o ministro serrista Nelson Jobim, aquele que produziu uma babá eletrônica para ajudar o Presidente Supremo do Supremo a derrubar o ínclito delegado Paulo Lacerda;
3) Chamar Paulo Lacerda e re-nomeá-lo diretor geral da Abin
4) Chamar Protógenes Queiroz e nomeá-lo diretor geral da Polícia Federal
5) Entrar em cadeia nacional de rádio e televisão e no “Bom Dia Presidente” dizer: errei, errei, sim, caí no conto do grampo.
6) Entrar na Justiça para fechar a Veja. Como diria a Mary McCarthy, a Veja mente quando escreve “a” e “e”.
7) Mandar o Ministro Franklin Martins parar de usar as revistas da Abril para veicular publicidade do Governo – como veicular informação comercial em publicações que mentem deslavadamente ?
8 - Mandar seu Ministro da Justiça Abelardo Jurema parar de falar mal de Protógenes Queiroz e de Paulo Lacerda e polir as botas dos capangas de Gilmar Dantas (**)
9) Ligar para o Serra, pedir para fazer outro “Roda Morta” com o Protógenes e sugerir que a Lillian Witte Fibe sustente que a Veja não disse que havia áudio no grampo !?!?!?
10) Sugerir ao delegado Amaro da Polícia Federal para dar um pulinho a Los Angeles e investigar a causa mortis do Michael Jackson.
O problema é que o presidente Lula tem medo dessa gente.
Vai ver que acha que o Gilmar Dantas (**) vai fazer como o Gilmar Dantas (**) da Nicarágua.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é aquele jornal da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**) Gilmar Mendes

terça-feira, 9 de junho de 2009

Azenha: Por que os jornais investem contra o blog da Petrobras?

Do blog Vi O Mundo.

Por que os jornais investem contra o blog da Petrobras?

por Luiz Carlos Azenha

1) Porque perdem o "monopólio da informação" e, com isso, autoridade sobre o público;

2) Porque os leitores agora podem saber quais são TODAS AS PERGUNTAS feitas pelos jornais à Petrobras;

3) Porque comparando todas as perguntas feitas pelos jornais e todas as respostas dadas pela Petrobras com o que é efetivamente publicado os leitores podem descobrir as manipulações feitas com as respostas no processo de edição;

4) Porque essa comparação permite ao público descobrir quais as respostas da Petrobras serão simplesmente omitidas do jornal impresso para não "atrapalhar" a pauta;

5) Porque comparando as perguntas feitas pelos diferentes jornais, o público pode entender que há gente alimentando simultaneamente os jornais com informações em busca de levantar a bola para a CPI;

6) Porque as perguntas fornecem pistas sobre quem está alimentando os jornais com o objetivo de criar o "escândalo" necessário ao sucesso do palanque eleitoral da CPI;

7) Porque essas pistas poderão levar o público a descobrir que os jornais são usados em campanhas eleitorais ou com objetivos inconfessáveis, como o de entregar o pré-sal a empresas estrangeiras;

8) Porque o blog da Petrobras desloca público do jornal impresso para a internet, onde o público poderá receber informações, por exemplo, sobre como a grande imprensa brasileira atacou Getúlio Vargas quando ele criou a Petrobras;

9) Porque todo esse processo pode deixar claro que a grande imprensa não é isenta, nem imparcial, nem honesta; que diz não ter lado, mas tem; que está a serviço de "uma causa", assim como esteve quando fez campanha contra a criação da Petrobras ou em favor do golpe militar de 1964;

10) Porque eles ainda não sairam do século 20.

O Blog da Petrobras

O blog da Petrobras pode ser um fato importante da evolução da mídia brasileira.

Segundo o próprio blog, "Neste blog, apresentaremos fatos e dados recentes da Petrobras e o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Leia, comente e divulgue para seus amigos." Ou seja, a Petrobras não depende de conquistar seu direito de resposta nos tribunais, tem seu próprio portal.

Acesse o blog da Petrobras.

Leia o texto do blog O Biscoito Fino e a Massa abaixo:

O blog da Petrobras e o desespero da mídia

Não há dúvidas: o blog da Petrobras é a grande novidade da semana. A ideia em si é bastante banal. Uma empresa faz uso de uma plataforma gratuita de publicação online – o Wordpress – para abrir um blog e se comunicar diretamente com o público. Não há nessa ideia, tomada isoladamente, nada que justifique maior festa ou grandes reações de repúdio. Mas chegou a tal ponto a revolta com a manipulação da mídia brasileira e sua visível campanha de ataques à Petrobras que a inauguração do blog tem sido tratada, pela grande maioria, como uma verdadeira revolução e, por uma minoria ligada à mídia, como uma espécie de trapaça, de alteração das regras do jogo. Se a Petrobras agora publica a íntegra das perguntas que recebe, junto com suas respostas, os jornalões vão fazer o quê? Como vão esconder a fábrica de linguiças? Neste contexto, o Animot está corretíssimo: o blog da Petrobras é um marco.

O desespero do jornal Folha de São Paulo levou à invenção de uma sensacional jabuticaba, a fonte que deve sigilo ao entrevistador, a pergunta jornalística em off. É a cara-de-pau e a cretinice dos oligopólios de mídia elevadas à última potência. As instituições enxovalhadas pela sua manipulação lhes devem, além do mais, sigilo sobre quais foram as perguntas feitas. Já não basta acusá-las de “censoras” quando elas se insurgem contra a mentirada. Elas devem, agora, aceitar falar só pelas paráfrases criminosamente mentirosas dos jornalões. Ou pelo menos silenciar até que estas tenham aparecido. Os jornalões querem ter o monopólio das perguntas e das respostas.

Com uma “matéria” intitulada Petrobras vaza em blog informações obtidas por jornalistas, a Folha afirma que a Petrobras criou um blog para vazar informações obtidas por jornalistas que investigam indícios de irregularidades nos negócios da estatal. Evidentemente, o uso do verbo “vazar” é incorreto e manipulador. “Vazamento” pressupõe informação protegida e sigilosa, além de sugerir ilegalidade. É óbvio que não há nada ilegal no que fez a Petrobras. Ela simplesmente revelou quais eram as perguntas feitas e apresentou as suas respostas. Isso, no Brasil de hoje, é motivo de compreensível júbilo para a maioria e desespero agônico para os últimos defensores que montam guarda às portas da moribunda fábrica de linguiças.

Em menos de 48 horas no Twitter, o @blogpetrobras já se aproximava da terceira centena de seguidores e acumulava milhares de citações. O blog já recebeu mais de 65.000 visitas desde que o contador foi instalado. O desmascaramento dos jornalões vai acontecendo com notável rapidez: a barrigada da Folha, as mentiras d'O Globo sobre a mamona, a sequência de mentiras da Folha sobre a “contratação” do MBC.

Apesar de que há vários comentários críticos e questionadores publicados no blog da Petrobras, é verdade que a maioria saúda o blog e lhe oferece apoio. Esse fato foi suficiente para que Reinaldinho Azevedo acusasse a estatal de estar “censurando comentários”. É a cara-de-pau elevada à enésima potência. A acusação vem de um blog em que comentários críticos a seu autor, ainda que polidos e respeitosos, só são aprovados por descuido (sendo depois imediatamente limados). Não lhe ocorre a hipótese óbvia: nós estamos em esmagadora maioria.

Indícios?

O valente Sergio Leo defendeu a jabuticaba da fonte que deve sigilo ao entrevistador. Segundo ele, isso se deve a um "pacto" que garantiria ao jornalista o seu furo. O engraçado é que o post do Sergio foi publicado justo no dia em que o próprio ombudsman da Folha reconheceu que não há nada mais velho que o jornal de hoje. Depois de 50 comentários, Sergio só havia recebido o apoio de um único leitor. O blog A Nova Corja nos proporcionou a piada da semana, ao caracterizar o blog da Petrobras como um “acosso a jornalistas”. Os jornalismo brasileiro anda tão combalido que a mera criação de um blog é suficiente para acossá-lo. Depois de 30 comentários, a tese defendida pelo autor não havia recebido o apoio de ninguém.


PS: A iniciativa da Petrobras tem um precedente. Não sei se ele foi fonte de inspiração para a estatal, mas vale lembrar que, durante o recente achicalhe promovido pelo jornal O Estado de Minas contra a Universidade Federal de Minas Gerais, a instituição pediu direito de resposta várias vezes, inclusive enviando o seu Procurador pessoalmente ao jornal. Esse direito foi sempre negado. A UFMG passou a responder pela própria internet até que, num acesso de extraordinária cara-de-pau, o Estado de Minas foi pedir direito de resposta no site da universidade!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Observatório da Imprensa: Amazônia é notícia, imprensa não vê

Amazônia é notícia, imprensa não vê

Por Luciano Martins Costa em 4/6/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 4/6/2009

A questão fundiária e o desafio da preservação ambiental se misturam no noticiário das edições de quinta-feira (4/6) dos principais diários, mas apenas os leitores mais atentos vão se dar conta de que os dois fatos estão interligados.

Os jornais noticiam que o Senado Federal aprovou a medida provisória que autoriza o governo a transferir para particulares, sem licitação, terras da União na Amazônia. Sob protestos de representantes do movimento ambientalista, acabou sendo aprovada a versão da relatora, a senadora Kátia Abreu, ligada à bancada ruralista e inimiga declarada do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O texto original da Medida Provisória 458 previa a legalização de 300 mil propriedades ocupadas por particulares desde o período anterior a 1º de dezembro de 2004. No entanto, alterações produzidas durante o processo de tramitação na Câmara dos Deputados acabaram favorecendo um número maior de ocupantes ilegais das terras federais, e o total de beneficiados poderá chegar a 400 mil.

A senadora e ex-ministra Marina Silva tentou aumentar o controle sobre o processo de transferência e limitar a concentração de grandes áreas em mãos de poucos proprietários e desestimular a especulação na região, mas suas propostas foram rejeitadas. Ela queria proibir a venda das propriedades legalizadas, de todos os tamanhos, num período de dez anos após a regularização, além de deixar de fora os interessados que não ocupam diretamente as terras.

Primeiro passo

Segundo os jornais, o resultado final da votação desagradou também os ruralistas, que defendiam regras mais elásticas para o processo de transferência definitiva. No final, ficou decidido que as grandes propriedades poderão ser revendidas três anos depois de legalizadas, enquanto as propriedades menores só poderão mudar de dono dez anos após a legalização.

O patrimônio público a ser transferido para particulares é calculado em 70 bilhões de reais.

A legalização fundiária é considerada, por especialistas, como o primeiro passo para a efetivação da legislação de proteção ambiental, pois, sem a propriedade das terras, fica praticamente impossível punir os desmatadores.

Um problema marginal

A despeito da importância do acontecimento, a aprovação da medida provisória que estabelece as regras para a legalização da posse da terra na Amazônia não tem merecido da chamada grande imprensa o destaque necessário. Para compor este comentário, por exemplo, foi preciso recorrer a outras fontes de informação além dos jornais de quinta-feira (4).

Alguns leitores que acompanham o noticiário sobre a Amazônia lembram-se, certamente, de que a imprensa costuma cobrir os conflitos na região, e devem estranhar que a mesma atenção não seja dada à tentativa de solução do problema.

Com a pouca informação disponível na imprensa, torna-se difícil formular uma opinião sobre os efeitos da medida provisória aprovada pelo Congresso. Existem controvérsias mesmo entre os especialistas e militantes de movimentos ambientalistas. Para alguns, a regularização da propriedade das terras pode facilitar a implantação de projetos de desenvolvimento sustentável, como o crescente movimento pelo manejo florestal. Para outros, a legalização das terras vai facilitar e estimular a penetração da pecuária em áreas que deveriam ser protegidas.

Disputa por espaço

Ao tratar a questão amazônica como um problema marginal aos interesses do Brasil, longe demais dos grandes centros de decisão, a imprensa contribui para manter o brasileiro das grandes cidades alienado das questões que envolvem o território mais rico em biodiversidade de todo o planeta.

A falta de informações estimula a proliferação de mitos e histórias mirabolantes sobre a desnacionalização da Amazônia, quando na verdade os grandes inimigos da floresta são os próprios brasileiros.

Na disputa pelos espaços da mídia e pelo poder de influenciar decisões importantes, a desinformação favorece os responsáveis pela destruição da biodiversidade.

Uma sociedade desinformada tem poucos recursos para defender seu patrimônio e seus próprios interesses.

domingo, 17 de maio de 2009

Miriam Leitão vs. Luis Nassif: uma covardia

Miriam fala sobre as mudanças na poupança, e Nassif responde.

Miriam Leitao (no Panorama Econômico): "Nilton tem uma caderneta de poupança para a educação dos netos. Já juntou R$ 117 mil. Mandou email para a CBN para saber se teria que pagar imposto de renda. Nilton não terá como fugir, por mais nobre que seja o motivo pelo qual está poupando. Terá que pagar imposto que vai incidir sobre a rentabilidade de R$ 67 mil do dinheiro da educação dos netos."

Luis Nassif: "É curioso esse tipo de comparação. Se o Nilton está com uma poupança de R$ 117 mil, exclusivamente para a educação futura dos netos, é evidente que o conjunto de rendimentos dele é muito maior. Mirian fala em rentabilidade de R$ 67 mil sobre uma aplicação de R$ 117 mil. Errou na vírgula. Deve ser R$ 6,7 mil de rentabilidade. Sabe qual o IR máximo que o Nilson vai pagar? Pouco coisa além de R$ 200,00."

Miriam Leitão: "(…) Terão todos esses 894.856 poupadores que excedem os emblemáticos R$ 50 mil que torcer para que os juros não caiam, porque a queda dos juros aumentará seu imposto. Os outros donos de caderneta terão que se limitar aos R$ 50 mil, não poupar nada mais, porque em lei estará um valor imutável a partir do qual se paga imposto de renda. Serão punidos se pouparem mais."

Luis Nassif: "Meu Deus do céu! O sujeito poupa R$ 50.000,00. Ganha R$ 3.360,00 (arredondando) de juros, mais R$ 300,00 de correção monetária pela TR. Não paga IR. Aí ele resolve poupar mais R$ 50.000,00, ficando com R$ 100.000,00. Ganhará mais R$ 3.360,00 em juros, dobrando o que ganhava antes. E terá que pagar R$ 175,00 de IR. E a Mirian considera isso uma punição, a ponto de sugerir que ele não poupe mais nada além dos R$ 50.000,00 isentos. Ou seja, ele deixará de receber mais R$ 3.360,00 de juros para não ser “punido” com um IR de R$ 175,00. Há limites para o terrorismo, que em linguagem corriqueira se chama de “senso de ridículo”. Antes de submeter as mudanças da poupança a sessões de tortura, a Mirian mandou os números saírem da sala para não haver testemunhas."

Aguardamos a resposta de Miriam.

terça-feira, 12 de maio de 2009

PHA: Polícia Federal crucifica Protógenes e protege a Veja

Deu no site Conversa Afiada.

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por Paulo Henrique Amorim

. A revista Veja, a última flor do Fascio, publicou estrondosa “reportagem” em que denunciava “a máquina de espionagem do Protógenes”.

. O Protógenes, segundo a Veja, era terrível.

. Bisbilhotou a vida amorosa de Dilma Rousseff e gravou o colóquio adulterino de Helena e Páris, que resultou naquela guerra cruenta.

. A Polícia Federal, depois que o Presidente que tem medo demitiu o ínclito delegado Paulo Lacerda, dedicou-se a crucificar Protógenes.

. E nomeou um certo delegado Amaro para construir a cruz.

. O delegado Amaro descobriu vazamentos incríveis do Protógenes.

. Protógenes, segundo Amaro, vazava mais do que penico de asilo.

. Imaginem que o Protógenes vazou os Papéis do Pentágono !

. Inacreditável a ousadia do delegado.

. O Estadão, sempre inclinado a crucificar os que querem prender da Daniel Dantas, notabilizou-se em vazar o vazamento do vazamento: vazava o que Amaro vazava.

. Acontece que, enfim, saiu o documento do Amaro com o que Protógenes vazava.

. Amaro não achou a vida amorosa da Ministra Dilma no pen drive do Protógenes.

. O relatório do Amaro não fala em “grampo ilegal”, nem em “espionagem”.

. E a “reportagem” bomba da Veja, “a máquina de espionagem de Protógenes” ?

. Amaro, muito cioso de suas graves responsabilidades denunciou Protógenes por fotografar um certo jantar no restaurante japonês Original Shundi, em Brasília.

. O famoso jantar em que estava, acompanhado, o então advogado de Dantas, Nélio Machado.

. Qual o crime há em tirar uma foto do Dr. Nélio Machado num restaurante ?

. O local não é publico ?

. Qual o crime ?

. Ou o jantar continha ingredientes venenosos ?

. O delegado Amaro lembra muito o Inspetor Closot da “Pantera Cor de Rosa”.

. Ele ficou horrorizado com a foto no restaurante japonês de Brasília e não viu a reportagem da Veja.

. E aquela denuncia gravíssima da Veja ?

. Não é crime, Dr. Amaro ?

. Mentir ? Denunciar o que não existe ? Vender ficção como realidade ? Isso é artigo 177 ? Código de Defesa do Consumidor ?

. O Inspetor Closot entrou no apartamento, passou por um cadáver na sala, e chamou a polícia porque a televisão da empregada estava muito alta e incomodava os vizinhos.

. Francamente, Dr. Amaro, como é que o senhor leva uma bola dessas nas costas ?

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Link original AQUI.

sábado, 9 de maio de 2009

A mídia dantesca

Os leitores que se lixem

Por Nanaco

O Globo hoje deu uma página toda pra pisar e rodar o pé sobre o deputado que ousou dizer para um sagrado jornal que está se lixando para a opinião pública. Antes de nos indignar por completo, precisamos debater de forma séria o que, afinal, é essa tal opinião pública. É a que faz a pauta dos jornalões ou a que norteia a convicção da população? Porque as duas não andam se encontrando muito nos últimos anos. Ok. Esse é outro problema.

O que quero destacar de curioso é que no mesmo Globo de hoje há uma matéria com o digníssimo, sapientíssimo guardião da Constituição e dos direitos fundamentais da peçonha humana, presidente de tudo, ministro Gilmar Mendes. Lá ele diz, em bom vernáculo, que está se lixando para a opinião pública. Por que não provocou a ira do mesmo jornal? Será que essa opinião pública a qual Mendes finge ignorar não é exatamente a mesma opinião que recheiam os jornais? E aí voltamos para a questão do parágrafo anterior. O que, afinal, é essa tal de opinião pública? A minha é que não é.

Opinião pública pode punir deputado

Após dizer que está se lixando para a opinião pública, o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) pode perder a relatoria do processo contra Edmar Moreira (sem partido-MG), o deputado do castelo, no Conselho de Ética da Câmara. Para integrantes do conselho, Moraes se excedeu ao defender e absolver Edmar antes mesmo de qualquer investigação. Página 3

Gilmar: juízes têm de enfrentar opinião pública

Numa aparente resposta às críticas do ministro Joaquim Barbosa, o presidente do STF, Gilmar Mendes, disse que juízes têm de enfrentar a opinião pública e não consultar “o sujeito da esquina” para tomar decisões. Página 4


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Não é difícil concluir que Dantas é o maior mafioso de nossa história republicana, já atingindo proporções cinematográficas. O banqueiro já virou uma instituição, parasitando a máquina estatal a revelia do grupo político que a detem.

Tamanho é o número de parlamentares e lobistas que em sua mão comem e considerável é o comprometimento de instituições dentro dos três poderes que a ele são subservientes que chega ao ponto onde extrai-lo da máquina seria o mesmo que arrancar-lhe um pulmão; não a mataria, mas sem dúvida a deixaria debilitada, vez que já incorporada em sua praxe a figura do banqueiro mau caráter provedor dos picaretas - que não são poucos - que dela fazem parte, fazendo das relações com Dantas um vício que, apesar de pernicioso, já virou tão cabal quanto uma ida ao banheiro. A melhor opção, todavia, ainda assim é viver sem esse câncer e reinstaurar ("re"?) a moralidade no corpo da Administração Pública, em pesar dos fortíssimos anticorpos congressistas, midiáticos e judiciários que reagem em defesa de seu cancerígeno líder contra as repressivas e quimioterápicas doses protogênicas e dessanctianas.

A observação de Nassif consolida ainda mais que a nefasta influência de Dantas não possui como fronteiras os muros da dinâmica de funcionamento político do Estado, atingindo também os maiores meios de comunicação escritos do País: Folha, Veja, O Globo e Estadão, todos ligados direta - no caso da Veja - ou indiretamente a vassalos de Dantas. Serviçais como são, não podem deixar de sair em defesa de outros serviçais de seu patrão também preenchedores da trincheira dantesca, ainda mais se o capacho a ser protegido for o presidente do STF - no caso em tela, de suas próprias afirmações, feitas em momento mais do que inoportuno onde o qual a mídia está caindo em cima de um deputado justamente pelo fato de ter dito que não dá atenção à opinião pública -, peça estratégica na precípua defesa do dulce orelhudo. Engraçado o efeito que Dantas, através de Mendes, causa sobre a opinião dos grandes meios, impelindo-os a fazer contorcionismos circenses como esse.

Quem está com Dantas não vai de encontro à opinião pública, pois a opinião pública ainda são eles que formam. Apenas na cabeça deles.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Estadão: Nobel de Economia Phelps diz que vê 'futuro brilhante' para o Brasil

Só pode ser sacanagem com Miriam Leitão!!!

Deu no Estadão: "Além de avaliar que o Brasil pode ser uma das primeiras economias a sair da crise, Phelps disse que vê um "futuro brilhante" para o País. "As exportações estão começando a melhorar e os países latino-americanos, de um modo geral, estão se saindo muito bem. As taxas de juros estão caindo satisfatoriamente na América Latina e devemos ter um desempenho excelente na região nos próximos anos", acredita."

Veja o texto completo clicando AQUI.

Agora que o monstro da crise murchou, a Globo e a Veja começaram outra estratégia para eleger Serra em 2010: Estão declarando a morte de Dilma por um câncer que nem existe mais. Golpe baixo sem limites, e tem gente que ainda engole.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Imprensa ignora a conclusão da Satiagraha

Texto retirado do Obersvatório da Imprensa. (link original)

Silêncio, estranho silêncio

Por Luciano Martins Costa em 30/4/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 30/4/2009

A chamada Operação Satiagraha, que mereceu tantas páginas de jornais e revistas, foi oficialmente concluída. O inquérito segue para a Justiça, sob um estranho silêncio da imprensa.

Na quinta-feira (30/4), apenas o Estado de S.Paulo registra que a Polícia Federal indiciou o executivo Roberto Amaral, mais um colaborador do dono do Banco Opportunity. Agora são treze, oficialmente, os acusados de envolvimento em crimes de evasão de divisas, formação de quadrilha e outras falcatruas.

O personagem do dia, Roberto Amaral, é velho conhecido de jornalistas que cobrem a confluência da política com a área de negócios. Ele costumava circular com desenvoltura pelos gabinetes de Brasília desde os anos 1970, sendo apontado como lobista da construtora Andrade Gutierrez.

Durante o governo Fernando Collor, era dos personagens que entravam e saíam do gabinete presidencial a qualquer hora, mesmo sem ter seu nome anotado na agenda de audiências. Foi grande amigo do notório tesoureiro de campanha do ex-presidente Collor, Paulo César Farias, lembra a reportagem do Estadão.

Primeira instância

Se fosse do tipo falastrão, Roberto Amaral teria muitas histórias para contar. Mas, ao que parece, não há muitas pessoas dispostas a ouvi-lo. Nem mesmo na imprensa.

Pois nada justifica os outros jornais terem ignorado o fato de que, com o indiciamento de Amaral, conclui-se o inquérito que a Polícia Federal batizou de Satiagraha.

O observador atento, que de tão atento pode até ser tido como chato, perguntaria: por que razão, depois de tanto escândalo sobre as práticas do delegado Protógenes Queiroz, que deu início e estruturou o inquérito, os jornais ignoram seu desfecho?

O indiciamento de Roberto Amaral foi feito há uma semana. A publicação da notícia e da conclusão do inquérito parece ter sido resultado do interesse exclusivo do repórter, já que não há nem mesmo uma palavra de referência na primeira página do jornal.

O caso agora está na Justiça. Daniel Dantas vai responder por cinco crimes: gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e operação irregular de crédito. Terá a companhia de doze sócios e colaboradores. Ele já foi condenado a dez anos de prisão, em primeira instância, por corrupção ativa. E, de repente, a imprensa perdeu o interesse por ele.

sábado, 25 de abril de 2009

PHA: "A Folha vai dar a outros candidatos o tratamento que dispensa à Dilma ?"

Texto do blog de Paulo Henrique Amorim, só fiz copiar, mas assino em baixo.

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A Folha (*) publicou hoje na primeira página uma notícia errada, em off, sobre o câncer da ministra Dilma Rousseff. Errada, porque não disse que era câncer.

Isso não é notícia que se dê em off.

Dar a entender que alguém tem câncer sem que a informação seja do doente, do medido ou do hospital.

Faz parte do jornalismo de quinta categoria que a Folha pratica. Muito parecido com a forma com que os adversários políticos vazaram para a imprensa que o candidato à presidência da República Mário Covas estava com câncer.

Segundo o que dizem os médicos de um hospital que deixa vazar uma informação dessa gravidade, a candidata do presidente Lula a presidência da República tem, hoje, depois de totalmente extirpado o câncer, tanta chance de ter outro câncer quanto qualquer pessoa.

A edição de hoje da Folha deve ser conservada em formol, porque se trata de uma antologia do jornalismo em decomposição que se pratica nesta subdemocracia.

Dois ou três domingos atrás a Folha praticou a fraude de sustentar, com apoio de uma ficha policial falsa, que um inexistente seqüestro de Delfim Netto poderia ser imputado às maquinações diabólicas da terrorista Dilma Rousseff. Isso foi num domingo, dia em que a tiragem da Folha é maior. Hoje, numa página par, menos lida, num dia de sábado, a Folha confessa que a “reportagem” era uma fraude: a ficha é falsa e não veio do DOPS, mas por e-mail de um leitor.

Quer dizer, o controle de qualidade da Folha vale tanto quanto o de um botequim de beira da estrada.

A Folha, se fosse séria, deveria perguntar a Zé Pedágio, membro da Ação Popular, se participou do atentado a bomba ao aeroporto Guararapes, em Recife, praticado pela AP.

Se fosse séria, a Folha deveria perguntar se Aloysio Nunes Ferreira, candidato a governador de José Serra, assaltava ou ainda assalta bancos. Se fosse séria, a Folha passaria a dispensar o mesmo tratamento leviano sobre as doenças graves dos outros candidatos a presidente, se é que existem.

E poderia valer-se do sistema de preservação de confidencialidade que caracterizou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: dirão os tucanos de plantão que a Folha cumpriu o dever cívico de divulgar uma informação que Dilma Rousseff provavelmente omitiria. Que é o mesmo que acreditar que numa situação comparável José Serra também cometesse o pecado da omissão. Os brasileiros e especialmente os eleitores paulistas não têm o direito de fazer essa suposição em um e no outro caso.

Em tempo 2: quando “noticiou” a ligação entre Dilma e o “seqüestro” de Delfim, a Folha honrou a fraude com o alto da primeira página do domingo. A confissão da fraude não pereceu a primeira página da edição de sábado.

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Link original AQUI.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Luis Nassif vs Noblat

Noblat, blogueiro da Globo, fez um post recentemente defendendo a punição de Protógenes. Quem não gostou muito do texto foi o jornalista Luis Nassif, que respondeu em seu blog fazendo algumas contestações. Leia que é imperdível.

Links originais:
Desabafo de Noblat
Resposta de Luis Nassif

Ricardo Noblat

Do lado da lei

De que lado você está?

Do lado do delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal, ex-coordenador da Operação Satiagraha?

Ou do lado do banqueiro Daniel Dantas (foto acima), dono do grupo Opportunity, duas vezes detido por Protógenes e duas vezes libertado por habeas corpus concedidos pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal?

Se hesitar em responder que está do lado do delegado é porque você é defensor enrustido do banqueiro condenado em primeira instância por tentativa de suborno, e suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Se insinuar que o delegado, movido pelas melhores intenções, talvez, contudo, porém, entretanto, tenha exorbitado dos seus poderes é porque você é um “dantista” descarado.

É nesses termos que se trava caloroso debate em blogs, comunidades da internet e em fóruns universitários país a fora.

Quem está do lado do delegado faz sua defesa apaixonada e incondicional. Quem enxerga falhas no trabalho dele argumenta com cautelosa timidez. Quem está do lado de Dantas…

Bem, se alguém está do lado de Dantas silencia. Resiste até mesmo sob tortura a abrir a boca a favor dele.

Protógenes escondeu informações dos seus superiores enquanto preparava o cerco a Dantas? Agiu bem. Os superiores não mereciam confiança. Acabariam vazando o que deveria ser mantido em segredo.

Protógenes espionou gente sem autorização da Justiça? Ora, vai ver que essa gente se relacionava com outra que era alvo de espionagem legal. É impossível combater o crime sem incorrer em pequenos crimes.

Arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), requisitados por Protógenes para ajudá-lo na Satiagraha, tiveram acesso a escutas grampeadas? A Polícia Federal disse que a ajuda feriu a lei. A ABIN disse que não.

Protógenes escreveu uma carta ao presidente Barack Obama acusando o Judiciário e Lula de estarem na folha de pagamento de Dantas? Compreensível. Foi desespero de um patriota desencantado.

Agora, falando sério: uma coisa é uma coisa, outra é outra, como observou certa vez José Genoino, então presidente do PT.

Dantas deve ser mandado para os quintos do inferno caso reste provado que ele é o mais vil dos criminosos paridos por aqui. Ou apenas vil.

Mas para onde deve ser mandado Protógenes se também restar provado que ele atropelou a lei? Há gradação de penas, eu sei. Por óbvio, a de Protógenes seria menor.

Só não dá é para admitir que o ilegal possa estar a serviço do combate à ilegalidade. Que crimes de grosso calibre sejam capazes de absolver os menores.

Tolerância zero com quem transgrida a lei!

Não é isso o que se cobra todo dia neste país abençoado por Deus, bonito por natureza e promovido à condição vergonhosa de paraíso da impunidade?

Assaltar o Banco do Brasil não pode. Atravessar o sinal vermelho pode?

Antes de dar por findo este libelo: atribui-se a políticos do PMDB ligados a Dantas, e a outros da oposição, a desgraça que se abateu sobre Protógenes, rapaz de boa índole, cumpridor dos seus deveres, profissional aplicado e competente, e, no entanto, ameaçado injustamente de ser expulso por mau comportamento dos quadros da Polícia Federal. Logo ele que se destacou por prender peixes graúdos que exalam mau cheiro.

Mas quem derrubou Protógenes da coordenação da Satiagraha – quem foi?

Quem distribuiu trechos de uma fita onde ele parecia pedir para deixar a função – quem foi?

Quem ordenou a abertura de inquérito para investigar sua conduta – diga lá?

E quem se prepara para denunciá-lo à Justiça por supostos crimes - quem?

Resposta a todas as perguntas: o governo do cara, do boa pinta, via Ministério da Justiça e Polícia Federal.

Palmas para o governo. Não importa que tenha sido pressionado a proceder assim. De resto, está disposto a ir muito além, patrocinando leis destinadas a impor uma nova ética à ação de agentes encarregados da repressão a crimes.

Luis Nassif

O bravo Noblat, de que lado está?

1. Os habeas corpus de Gilmar Mendes, ou pelo menos o segundo, não teve motivação legal. Tanto que ele pediu aos colegas que não rebatessem porque o que estaria em jogo (segundo ele) era o desafio do juiz De Sanctis ao Supremo. Manipulou o corporativismo do Supremo em favor de sua decisão.

2. Esconder informações dos superiores não configura ilegalidade. Noblat sabe bem que o trabalho na Polícia Federal era compartimentalizado, justamente para evitar vazamentos. Era essa a regra vigente até a chegada de Luiz Fernando ao comando. Basta ler o relatório do corregedor. Conflito administrativo? Provavelmente, mas longe de configurar ilegalidade ou crime, como pretende Noblat.

3. Se Protógenes cometeu abusos e ilegalidades, que seja punido. Faltou Noblat identificar quais abusos e quais ilegalidades. O que está ocorrendo até o momento é o vazamento seletivo de inquéritos, no qual o jornalista contemplado é editor e juiz ao mesmo tempo: vaza as informações que escolhe e julga sem apresentar todos os elementos. Por exemplo, acusa-se Protógenes de grampear assessor da Casa Civil. Quando o vazamento é divulgado com todas as informações, descobre-se que o grampeado era um advogado lobista que ligou para o assessor - que, saliente-se, nada falou de comprometedor. Se Protógenes é culpado mesmo, porque não se coloca a íntegra do processo de Ali Mazloum na Internet?

4. O relatório do corregedor não identificou uma só escuta ilegal. Identificou colisão com o novo estilo implantado por Luiz Fernando na PF. Ilegalidade, por tudo que li, e o Noblat também, não houve. Ilegalidade é dar divulgação a anotações particulares, não públicas, encontradas no computador do delegado.

5. Sem ser pressionado, o Noblat deu guarida a todos os balões empinados contra Protógenes. É fácil criticar o delegado por eventuais deslizes, submetido à maior pressão que já testemunhei um servidor público sofrer - de praticamente todos os poderes da República. Mas quem responde pelos deslizes na cobertura? NInguém, porque sendo contra Protógenes o jornalista está antecipadamente absolvido pelos veículos. A conta a ser paga é com os leitores.

6. Protógenes abusou, transgrediu, exorbitou? É possível. Praticou ilegalidades? Pode ser que sim, mas têm que aparecer as provas. É oportunista? Não o conheço para julgar. Não boto a mão no fogo nem assino em branco. Mas, como avalista de todos os fatos divulgados contra ele, aguardo que meu colega Noblat apresente as provas para poder responder com clareza à questão que coloca. Por enquanto, o que sei é que, no texto, Noblat mandará Dantas aos infernos “se restar comprovados” seus crimes. Quanto ao Protógenes, ele já julgou e condenou.

7. Não consta que os críticos de Protógenes estejam inibidos com as críticas. Pelo contrário, usam e abusam de informações e factóides de forma ampla.

8. Do final do libelo de Noblat, fica claro que Raul Jungmann não é o único homem público a torpedear a Satiagraha. Luiz Fernando e o corregedor Amaro fazem companhia. Se Noblat acha que é atenuante, achado está.

sábado, 28 de março de 2009

Folha de São Paulo versus Plano Habitacional

A Folha também entrou na briga para criticar o Plano Habitacional lançado pelo governo. Veja só que masterpiece da imprensa brasileira, é de se admirar.

Acabou qualquer pudor que restava a Folha. 111,5 milhões de pessoas serão beneficiados, como diz o próprio texto, porém eles preferem escrever na manchete que 60,4 milhões serão excluídos. É a maior inversão de valores que tive notícia, mais uma obra-de-arte que a grande (ainda será tão grande assim?) produziu.

Como diz Sanzio no blog de Nassif: "Sempre que formos falar das tiragens desse jornal acho que podemos destacar em Manchete: 'Mais de 189,7 milhões de pessoas [só no Brasil] não leem a Folha de S. Paulo.'."

quinta-feira, 26 de março de 2009

TV Globo versus Plano de Habitação

A Globo faz um papel bastante curioso em relação ao Plano de Habitação lançado pelo governo. Hoje pela manhã eles convidaram a ministra Dilma Rousseff para uma entrevista. Mas não foi para que ela explicasse como é o programa, foi claramente para CONTESTAR o programa.

Incrível! O governo quer construir 1 milhão de casas para a população que precisa, e em vez deles divulgarem, eles contestam. E nosso querido José Agripino e seus colegas que deveriam ajudar, criticam.

Os entrevistadores contestam que não há terrenos, saneamento, nem energia elétrica para as casas novas; o que prova que não chegaram nem a se informar sobre o programa, que financia da compra do terreno até a infraestrutura. Eles criticam a burocracia envolvida. Dizem que é eleitoreiro. Mas a maior pérola de todas foi esculpida pelo célebre Alexandre Garcia - ele pega um caderno de divulgação do programa que tem uma foto ilustrativa na capa com um casal e quatro filhos e exclama: "UM CASAL COM QUATRO FILHOS!!! Se cada dois brasileiros tiverem QUATRO, NÓS TEREMOS UMA EXPLOSÃO HABITACIONAL!!!". Sensacional!!!!!!!

Veja você mesmo o vídeo:
(se não conseguir ver, clique AQUI)

terça-feira, 24 de março de 2009

"O silêncio dos jornais"


Copio aqui o texto de
Luciano Martins Costa que está no site Observatório da Imprensa. Sensacional.
Link Original AQUI.

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O silêncio dos jornais

Por Luciano Martins Costa em 24/3/2009
Comentário para o programa radiofônico do OI, 24/3/2009

A Folha de S.Paulo e o Globo ignoraram a notícia, mas o Estado de S.Paulo publica na edição de terça-feira (24/3), com destaque, que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região impôs ontem uma importante derrota à estratégia de defesa do banqueiro Daniel Dantas.

O controlador do banco Opportunity queria trancar a ação penal nascida da acusação de corrupção ativa, por tentativa de subornar um delegado federal para ser excluído da chamada Operação Satiagraha.

A decisão é fundamental para o prosseguimento das ações judiciais contra Dantas. Por essa razão, os leitores da Folha e do Globo ficarão menos informados sobre o assunto do que os leitores do Estadão.

A defesa de Daniel Dantas queria que a Justiça Federal considerasse irregular a parceria feita entre a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência – Abin – durante as investigações. Se a Justiça acatasse essa tese, o processo poderia ser abortado, mas os magistrados votaram por unanimidade considerando que a ação conjunta entre a Abin e a Polícia Federal não tem nada de errado.

Muito barulho

Fica, portanto, sobre a mesa, uma questão incômoda para ser respondida pela imprensa. A quem mais, a não ser ao próprio Daniel Dantas, interessaria toda a campanha feita principalmente pelos jornais O Globo e Folha de S.Paulo e pela revista Veja, no sentido de criminalizar as ações da Polícia Federal junto com a Abin?

Fica evidente, até mesmo para o leitor mais distraído com a paisagem, que parte da imprensa brasileira tem dedicado os últimos meses mais energia e espaço à tentativa de desqualificar os investigadores do que a investigar o acusado.

Foi tão desproporcional a concessão de espaço para supostas revelações sobre desmandos atribuídos ao delegado Protógenes Queiroz e ao juiz responsável pelo caso Satiagraha, Fausto de Sanctis, que algum leitor poderia supor que o delegado e o juiz é que eram os principais acusados.

O fato de parte da imprensa omitir na terça-feira (24) de seus leitores que a Justiça Federal considera normal a parceria entre a Polícia Federal e a Abin chega a soprar na brasa da teoria conspiratória segundo a qual o banqueiro contaria com a solidariedade de algumas redações.

Será que foi apenas um "furo" do Estadão? Os outros jornais não têm acesso à agenda da Justiça Federal?

Depois de todo barulho a respeito das ações conjuntas entre as duas instituições, o silêncio da Folha e do Globo chega a ensurdecer.

A disputa pelos leitores

O caso Satiagraha deflagrou uma guerra nos bastidores da imprensa, que só pode ser acompanhada pela internet.

Desde o já clássico confronto entre a revista Veja e o jornalista Luis Nassif, até os vazamentos e contravazamentos de supostas revelações da Polícia Federal, o escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Dantas dá uma idéia de outra disputa que marca este começo de século: a disputa entre a imprensa tradicional, de papel, e a nova imprensa, que trafega pelos meios eletrônicos, pela atenção e o tempo dos leitores.

A internet está completando sua segunda década. A configuração gráfica da comunicação entre computadores, inaugurada com o navegador Mosaic, em 1994, cresceu, se espalhou pelo mundo e se miniaturizou, conquistando espaço também nas telinhas dos telefones celulares. O jornalismo infiltrou-se pelos novos meios, e agora o leitor, antigo receptáculo passivo de informações, é também agente e observador da imprensa.
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sábado, 21 de março de 2009

Sobre o Datafolha

A nova pesquisa de aprovação do governo Lula da Datafolha saiu. Dizem eles que agora míseros 65% da população qualificam o Governo Federal ótimo ou bom.

Eu não sei bem onde os estatísticos do Datafolha estudaram, mas creio que eles precisam reforço em estatística urgentemente. Há um fator importante não divulgado explicitamente nas manchetes: os pesos de cada região na pesquisa. Imagino que para o resultado do universo amostral da pesquisa ter algum resultado válido estatisticamente que estipule o todo, espera-se que as regiões tenham pesos equivalentes à sua população eleitoral.

A Região Sul é a que menos gosta de Lula. Ela tem aproximadamente 26,5 milhões de habitantes, o que corresponde a aproximadamente 14,05% da população brasileira. Uma consideração plausível é que 14,05% seja também aproximadamente o mesmo percentual de eleitores dessa região em relação ao país. Apesar disso, 27% dos entrevistados na pesquisa da Datafolha são da Região Sul, o mesmo peso do Nordeste que tem mais de 52 milhões de habitantes.

Por favor, me expliquem os estatísticos do Datafolha como pode uma região com 26,5 milhões de habitantes e outra com 52 milhões terem o mesmo peso na pesquisa.

terça-feira, 10 de março de 2009

A credibilidade da VEJA

Esse novo escândalo criado pela revista, vindo do fundo da imaginação, não passa de mais uma mentira para desmoralizar a operação Satriagaha e salvar o banqueiro condenado Daniel Dantas. Você duvida que a Veja faria tais acusações totalmente inventadas e sem nenhuma prova? Dê uma olhada nessa pequena retrospectiva; recordar é viver.

Impeachment de Lula? Nunca houve processo aberto. Só os leitores da Veja acreditavam que era possível.

















Inflação voltando em 2002 aos níveis da era Collor? Estamos até agora esperando.

















Lula assustando o mercado? O risco Brasil nunca foi tão baixo. Os números da economia são os melhores desde que começaram a ser calculados.
















Essa é excelente. Os Estados Unidos nos salvaram?!?! Sem palavras.


















Bush, um herói que nos salvou. Che Guevara um falso herói, assassino sanguinário.

















E finalmente a mais clássica de todas. Collor - O Caçador de Marajás.


















Fiz esse pequeno acervo consultando o google por 10 minutos. Deve haver muito mias por aí. Quem lembrar de outra que mereça ser lembrada, por favor me avise.

Sobre a nova bomba da VEJA

Reproduzo aqui o texto que acabei de ler no blog do jornalista Luis Nassif sobre a mais nova tentativa da VEJA de salvar Daniel Dantas.

"A Estupidez Coletiva


Essa onda avassaladora sobre Protógenes, por parte de uma cadeia de adversários explícitos e de suspeitos de envolvimento na Satiagraha não está criando um réu, mas um mártir - independentemente do delegado ser um justo ou um justiceiro, independentemente de ter ficado nos limites da lei ou exorbitado.

Esse pessoal não enxerga um metro adiante do nariz. Como supor que esse massacre - acompanhado por toda a Nação - não vai ser um tiro no pé? Entrem na Internet, consultem todos os sites com notícias sobre o tema que abram espaço para comentários.

A cada dia, a cada nova truculência, esse episódio está expondo todos os vícios do modelo político brasileiro, o fracasso da democracia, o fracasso dos Três Poderes, a desmoralização do Executivo, a vendeta da Polícia Federal, a manipulação do Judiciário pelo presidente do STF, a manipulação da justiça pela imprensa.

Poucas vezes vi perda de rumo igual. Não estão se dando conta de que todos estão ficando com a cara da Veja."

Link original do texto.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Crise dos Automóveis

Deu na Folha.com

"A produção de automóveis na Argentina caiu 55,7% em fevereiro passado em relação ao mesmo mês de 2008, com as exportações baixando 63,4% no mesmo período, revelou nesta quarta-feira a Adefa (Associação de Fábricas de Automotores)."

'" A produção de automóveis na Europa deve fechar 2009 com redução de 25% sobre o ano passado, estimou nesta quarta-feira a Acea (Associação de Construtores Europeus de Automotores). "

"Vendas da Ford nos EUA caem 48% em fevereiro "

E o Brasil?

"A venda de automóveis e comerciais leves registrou a terceira alta consecutiva em fevereiro deste ano, segundo dados antecipados pela Folha Online. Puxado pela redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e pelas promoções das montadoras, o desempenho superou 2008. No resultado por marca, a Volkswagen lidera o mercado. "

Até a própria madrinha da crise, a Folha de São Paulo, está agora noticiando os bons resultados do Brasil em relação à crise mundial. O aumento do consumo de carros foi tão acima do esperado no Brasil que a Volkswagen "convocou 7.000 funcionários da linha de produção da unidade de São Bernardo (ABC Paulista) para dia de trabalho extra neste sábado.". Coitada de Miriam Leitão.

Referências (todas da folha.com):