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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Paulo Henrique Amorim: Lula vai chamar o Queiroz e o Lacerda de volta ?

Texto do Conversa Afiada.
Link original AQUI.

Lula vai chamar o Queiroz e o Lacerda de volta ? A Folha (*) e a PF não acharam o áudio do grampo …
1/julho/2009 10:11

Saiu na Folha (*), pág. A11 ……… (esses assuntos não merecem ir para a capa …):
“PF conclui caso (?) sem achar grampo no STF – Sem encontrar áudio de suposta (?) interceptação telefônica de Mendes e de Demóstenes, policia não deve indiciar ninguém.”


Se não tivesse medo, o Presidente Lula poderia fazer o seguinte :
1) Chamar às falas o Supremo Presidente do Supremo e dizer para ele: chega de desmoralizar a Justiça !
2) Demitir o ministro serrista Nelson Jobim, aquele que produziu uma babá eletrônica para ajudar o Presidente Supremo do Supremo a derrubar o ínclito delegado Paulo Lacerda;
3) Chamar Paulo Lacerda e re-nomeá-lo diretor geral da Abin
4) Chamar Protógenes Queiroz e nomeá-lo diretor geral da Polícia Federal
5) Entrar em cadeia nacional de rádio e televisão e no “Bom Dia Presidente” dizer: errei, errei, sim, caí no conto do grampo.
6) Entrar na Justiça para fechar a Veja. Como diria a Mary McCarthy, a Veja mente quando escreve “a” e “e”.
7) Mandar o Ministro Franklin Martins parar de usar as revistas da Abril para veicular publicidade do Governo – como veicular informação comercial em publicações que mentem deslavadamente ?
8 - Mandar seu Ministro da Justiça Abelardo Jurema parar de falar mal de Protógenes Queiroz e de Paulo Lacerda e polir as botas dos capangas de Gilmar Dantas (**)
9) Ligar para o Serra, pedir para fazer outro “Roda Morta” com o Protógenes e sugerir que a Lillian Witte Fibe sustente que a Veja não disse que havia áudio no grampo !?!?!?
10) Sugerir ao delegado Amaro da Polícia Federal para dar um pulinho a Los Angeles e investigar a causa mortis do Michael Jackson.
O problema é que o presidente Lula tem medo dessa gente.
Vai ver que acha que o Gilmar Dantas (**) vai fazer como o Gilmar Dantas (**) da Nicarágua.
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é aquele jornal da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(**) Gilmar Mendes

terça-feira, 12 de maio de 2009

PHA: Polícia Federal crucifica Protógenes e protege a Veja

Deu no site Conversa Afiada.

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por Paulo Henrique Amorim

. A revista Veja, a última flor do Fascio, publicou estrondosa “reportagem” em que denunciava “a máquina de espionagem do Protógenes”.

. O Protógenes, segundo a Veja, era terrível.

. Bisbilhotou a vida amorosa de Dilma Rousseff e gravou o colóquio adulterino de Helena e Páris, que resultou naquela guerra cruenta.

. A Polícia Federal, depois que o Presidente que tem medo demitiu o ínclito delegado Paulo Lacerda, dedicou-se a crucificar Protógenes.

. E nomeou um certo delegado Amaro para construir a cruz.

. O delegado Amaro descobriu vazamentos incríveis do Protógenes.

. Protógenes, segundo Amaro, vazava mais do que penico de asilo.

. Imaginem que o Protógenes vazou os Papéis do Pentágono !

. Inacreditável a ousadia do delegado.

. O Estadão, sempre inclinado a crucificar os que querem prender da Daniel Dantas, notabilizou-se em vazar o vazamento do vazamento: vazava o que Amaro vazava.

. Acontece que, enfim, saiu o documento do Amaro com o que Protógenes vazava.

. Amaro não achou a vida amorosa da Ministra Dilma no pen drive do Protógenes.

. O relatório do Amaro não fala em “grampo ilegal”, nem em “espionagem”.

. E a “reportagem” bomba da Veja, “a máquina de espionagem de Protógenes” ?

. Amaro, muito cioso de suas graves responsabilidades denunciou Protógenes por fotografar um certo jantar no restaurante japonês Original Shundi, em Brasília.

. O famoso jantar em que estava, acompanhado, o então advogado de Dantas, Nélio Machado.

. Qual o crime há em tirar uma foto do Dr. Nélio Machado num restaurante ?

. O local não é publico ?

. Qual o crime ?

. Ou o jantar continha ingredientes venenosos ?

. O delegado Amaro lembra muito o Inspetor Closot da “Pantera Cor de Rosa”.

. Ele ficou horrorizado com a foto no restaurante japonês de Brasília e não viu a reportagem da Veja.

. E aquela denuncia gravíssima da Veja ?

. Não é crime, Dr. Amaro ?

. Mentir ? Denunciar o que não existe ? Vender ficção como realidade ? Isso é artigo 177 ? Código de Defesa do Consumidor ?

. O Inspetor Closot entrou no apartamento, passou por um cadáver na sala, e chamou a polícia porque a televisão da empregada estava muito alta e incomodava os vizinhos.

. Francamente, Dr. Amaro, como é que o senhor leva uma bola dessas nas costas ?

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Link original AQUI.

domingo, 26 de abril de 2009

Os servos de Dantas

por Gustavo Barbosa

No jogo de xadrez, as peças são dispostas no tabuleiro de forma a, em uma verossímil reprodução dos ferrenhos combates medievais, salvaguardar aquelas que seriam de maior importância: o rei e a rainha. Assim, não importa a estratégia de defesa adotada, os peões, o bispo, o cavalo e a torre convergem todos na defesa dessas duas peças as quais, se capturadas pelo adversário, tiram chances significativas de vitória – no caso, a rainha – ou findam de vez o combate – em tratando do rei -, em mais uma projeção da realidade feudal, onde a invasão do castelo alheio seguida da destronação do seu monarca é quase sempre o ponto alto das vitórias das guerras e batalhas da Idade média.

Apesar da menor importância, as demais peças possuem valor fundamental na defesa de suas figuras reais, dado que, uma vez derrubadas, abrem passagem para que se atinja a jugular da realeza, acarretando, assim, na derrota. Tal exemplo projeta-se de forma perfeita tanto no embate ocorrido entre os ministros do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes ocorrido na semana passada como na reação da Veja em relação ao acontecido: Mendes (o bispo branco), peça de posição estratégica na defesa do rei (Daniel Dantas), ao ser alvejado pelo exército negro (Joaquim), provocou de forma imediata a reação da torre (Veja) para neutralizar os ataques do exército adversário (o trecho reproduzido é de sua última edição):

O DIA DE ÍNDIO DE JOAQUIM BARBOSA


A descompostura quase provoca uma crise institucional no STF por causa do destempero de Joaquim Barbosa – justo ele, um ministro símbolo de coragem, cultura, inteligência e elegância


(...)Na semana passada, durante uma rude discussão sobre a aposentadoria de servidores do Paraná, o ministro Joaquim Barbosa atacou o presidente Gilmar Mendes com uma série de acusações sem fundamento que ele leu em algum panfleto partidário. (...)

Que a Veja se pauta pelos cambiantes e malcheirosos ventos da conveniência política e econômica é uma coisa óbvia que todos sabemos, mas se ainda havia quem não houvesse enxergado isso, agora não há mais desculpas: no momento em que o ministro Joaquim Barbosa fora relator do Mensalão e pediu o indiciamento dos seus envolvidos, fora alçado à capa do semanário da Abril com loas de herói; hoje, é taxado como “destemperado” e “desfundamentado”. As opiniões da Veja possuem consistência semelhante a de uma gelatina exposta ao sol do meio-dia.

Mendes, por sua vez, possuindo ligação umbilical com Daniel Dantas - senhor da Veja até mais que o próprio Victor Civita -, ao ver seus intestinos expostos à coletividade pelo ministro Joaquim, viu-se nu diante da opinião pública; Mendes, serviçal inveterado de Daniel Dantas como um Cérbero fiel que não poupa forças para proteger as portas do Tártaro, fora confrontado por um Hércules - representado na figura do ministro Joaquim - sem nenhum receio de chegar até Hades – Dantas - com seus ousados ataques. A Veja, naturalmente, não podia deixar isso passar em branco, colocando-se com reflexo felino em defesa de Mendes ao voltar seu belicoso arsenal verborrágico e panfletário contra aquele que, há pouco mais de um ano, protagonizara sua capa como herói da República.

A torre, em defesa do bispo e em nome do rei, evitou mais uma vez o xeque-mate. Só lembremos que, por mais que ainda haja aqueles que insistam na tese de que entre Dantas, Veja e Mendes não há ligação, ao final da partida todas as peças do mesmo exército são guardadas, sempre, na mesmíssima caixa.