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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ailton Medeiros: CPI DA PETROBRAS PÕE ECONOMIA EM RISCO

23/07/09
Até o “Financial Times” concorda: a CPI da Petrobrás põe em risco o “boom” da economia brasileira.

É o que diz reportagem do tradicional jornal britânico assinada pelo jornalista Don Phillips que chega a ironizar a grande mídia brasileira.

Confiram trechos:
“Apenas nos próximos cinco anos, a Petrobras planeja investir US$ 28,9 bilhões nos campos “pré-sal” de águas profundas. A investigação [a CPI] chega em um momento ruim”.

“A empresa está dando início ao desenvolvimento dos campos pré-sal tecnicamente complexos, mas o preparo de sua defesa já está desviando recursos administrativos desse esforço”, diz Gareth Chetwynd da “Upstream”, a revista especializada em petróleo e gás.”

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

domingo, 19 de julho de 2009

Agencia Estado: Reservas do Brasil batem recorde e somam US$ 209,5 bi

Reservas do Brasil batem recorde e somam US$ 209,5 bi (link original)

FERNANDO NAKAGAWA E RENATA VERÍSSIMO - Agencia Estado


BRASÍLIA - As reservas internacionais brasileiras atingiram ontem um novo recorde histórico, totalizando US$ 209,576 bilhões, pelo conceito de liquidez internacional. O valor mais alto já atingido pelas reservas, até então, havia sido de US$ 209,386 bilhões, em 6 de outubro de 2008. O novo valor representa uma elevação de US$ 265 milhões em relação aos US$ 209,311 bilhões registrados na quarta-feira (dia 15).

Mesmo com a crise financeira internacional, o Banco Central (BC) retomou os leilões de compra de dólar no dia 8 de maio. Desde então, essas intervenções diárias já retiraram US$ 6,2 bilhões do mercado, conforme dado atualizado até 15 de julho. Essas intervenções têm sido possíveis porque o fluxo de dólares voltou a ficar positivo para o Brasil. Entre abril e junho, por exemplo, US$ 6 bilhões ingressaram no País, e o fluxo cambial no acumulado de 2009, que estava negativo, voltou a ficar positivo, com a entrada de US$ 3,1 bilhões este ano até a última sexta-feira (dia 10).

Outro motivo que ajudou no aumento do montante é a valorização dos ativos que compõem as reservas. Os quase US$ 210 bilhões são investidos em aplicações consideradas de baixíssimo risco, como os títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) e o ouro. Em meio à crise, investidores migraram das ações - consideradas arriscadas - para opções mais seguras, como os papéis norte-americanos. Esse movimento elevou a procura pelos títulos, o que aumentou o valor de mercado desses ativos. Como o Brasil os possuía, houve consequente valorização das reservas.

Mas essa entrada de novos dólares nas reservas não lembra em nada o que se via há alguns meses. Logo após o agravamento da crise em setembro do ano passado, o BC passou a usar as reservas para tentar minimizar os efeitos da crise. Foram duas ações para tentar reverter a escassez de dólares no Brasil: venda de dólares no mercado à vista e empréstimo para o financiamento aos exportadores.

Ao todo, o BC repassou US$ 39 bilhões das reservas para o mercado financeiro. Mas com a volta da moeda estrangeira ao País, essas intervenções não são mais realizadas, porque as empresas têm conseguido comprar a moeda no próprio mercado. Diante disso, US$ 20 bilhões já voltaram às reservas.

No auge da crise, o BC repassou US$ 14,5 bilhões aos bancos em leilões simples de venda de dólar. Ao mesmo tempo, empréstimos para exportadores colocaram US$ 24,4 bilhões no mercado. Desses recursos, US$ 15,9 bilhões já foram devolvidos ao BC, porque o prazo do empréstimo terminou.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Reuters Brasil: Vendas de veículos no país em junho têm recorde histórico, diz fonte

É a crise....
Link Original.

Vendas de veículos no país em junho têm récorde histórico
quarta-feira, 1 de julho de 2009 11:15 BRT


SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de veículos no Brasil bateram recorde em junho, alcançando cerca de 290 mil unidades, de acordo com uma fonte da indústria.

A redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, em vigor desde meados de dezembro, tem sustentado a comercialização de veículos no país.

O alívio fiscal tinha inicialmente prazo até março, foi prorrogado até junho e novamente estendido. As atuais alíquotas do IPI --de zero no caso dos veículos de mil cilindradas (1.0) permanecem até setembro e depois retornarão gradualmente.

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, com acesso a dados preliminares de licenciamentos de automóveis e comerciais leves, as vendas no mês passado totalizaram 289.985 unidades, superando o recorde de 288,1 mil unidades comercializadas em julho passado, até então o melhor mês de vendas na história do setor automotivo brasileiro.

O volume no mês passado representa uma alta de cerca de 22 por cento sobre os 237,37 mil automóveis e comerciais leves vendidos em maio.

Com os números de junho, as vendas no primeiro semestre somam 1,39 milhão de unidades, superando ligeiramente os licenciamentos de 1,34 milhão do mesmo período de 2008.

O analista Alexandre Andrade, da consultoria Tendências, observa que o setor automotivo está sendo beneficiado pelo "estímulo do IPI e melhora nas condições de financiamento, principalmente nos prazos --que estão voltando a ser mais longos".

Na segunda-feira, o presidente da Anfavea, associação que reúne as montadoras instaladas no país, Jackson Schneider, afirmou que a indústria pode ter em 2009 "o melhor ano da história", após o recorde de vendas de 2008.

Diante da extensão do IPI reduzido, a entidade pode acabar revendo este mês sua projeção para o desempenho do setor este ano, de queda de 3,9 por cento nas vendas de veículos no país, para 2,7 milhões de unidades, e recuo de 11,1 por cento na produção, para 2,86 milhões de unidades.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

The Economist: Brasil será dos primeiros a sair da crise

MAIS UM ADERE À TESE DA MAROLINHA!
Link original AQUI.

Brazil's recovering economy

Ready to roll again

Jun 11th 2009 | SÃO PAULO
From The Economist print edition

Among the last to fall into recession, Brazil may be among the first to grow out of it


“NEVER before in the country’s history” is the catchphrase of President Luiz Inácio Lula da Silva that most annoys his opponents. The president, in his selective amnesia, would have voters believe that everything good about Brazil dates from his election in 2002. Even more infuriating for the previous government, which provided the precursors for progress but got no credit for it, he is often right. Take interest rates: on June 10th the central bank cut its benchmark SELIC rate to 9.25%, the first time the figure has been in single digits since the 1960s.

A host of measures, from the value of the stockmarket to the creation of credit, are now nearly back to their level before the collapse of Lehman Brothers in September last year. The economy performed less badly than expected in the first quarter: GDP shrank by only 0.8% compared with the last three months of 2008. Many analysts believe that Brazil is now starting to grow again, and will return to annual growth of 3.5% to 4% next year. If so, that would mean that the country has escaped with only a brief recession.

There are several reasons for this. One is that the normal business cycle is at work, as Arminio Fraga, a fund manager and former Central Bank president, points out. Brazil was overheating in the early part of last year, and the Central Bank raised interest rates. Now looser monetary and fiscal policy is speeding recovery. The financial system is sound, and domestic demand has remained robust. Brazil’s changing trade patterns have also helped to shield it. This year, for the first time, China overhauled the United States to become Brazil’s single biggest trading partner.

But familiar problems are also coming back into view. First among these, some think, is the real’s recent appreciation against the dollar (see chart). For exporters the currency is once again painfully strong, as it was before September. To ease the pressure, the powerful industrialists’ association in São Paulo wants to see some form of tax or restriction on short-term financial inflows. At the moment this looks unlikely. Left-wing economists in the governing Workers’ Party have been asking for the same thing for some time, but Lula has ignored them, preferring the Central Bank’s argument that the strong real is helping to curb inflation.

Industrialists might mind a bit less about the currency if borrowing were cheaper still. One obstacle to further cuts in interest rates, which remain high in real terms, is the existence of a popular savings account (called caderneta de poupança), which offers an 8-9% guaranteed interest rate. As the Central Bank’s headline rate approaches this level, the government frets about a flood of money into these accounts from investors, draining liquidity from the market for government bonds. It is mulling over whether to limit the number and size of poupança accounts, but tampering with this familiar product is politically difficult. Some opposition parties are stoking fears by unfairly reminding voters about a notorious bank raid by a previous president, Fernando Collor, in 1990 when the nation awoke to find much of its savings frozen.

A further bar to lower interest rates is that half of the goods that make up the main inflation measure, the IPCA, are at least partly indexed to the previous year’s inflation, says Sergio Vale of MB Associados, a consultancy. This tends to dampen movement in the IPCA, and encourages the Central Bank to be cautious.

Even so, Brazil’s never-before situation is leading to an uncharacteristic outbreak of long-termism. Bradesco, a large bank, has started to offer 30-year mortgages, something that would have been unthinkable a short time ago. Maílson da Nóbrega, a former finance minister, expects lower interest rates to bring a rapid expansion of mortgage finance, which at present amounts to just one percent of GDP.

Good things of this kind could still be delayed by a fresh outbreak of gloom abroad. But the debate is really about when they happen, rather than if—a testament to hard-won progress.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Paulo Bernardo: Pela primeira vez na história do país, o pobre não está pagando a conta numa crise

Número de pobres caiu no Brasil apesar da crise, diz IPEA

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Apesar da atual crise econômica global, cerca de 316 mil brasileiros saíram da linha da pobreza entre outubro do ano passado e março deste ano, segundo estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo a pesquisa, nesses seis meses, 315.921 brasileiros deixaram a condição de pobreza nas seis maiores regiões metropolitanas do país --São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

Pelos critérios do Ipea, órgão ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, está abaixo da linha da pobreza quem tem rendimento domiciliar per capita menor que meio salário mínimo.

Segundo o Ipea, a taxa de pobreza nessas seis regiões em março deste ano ficou em 30,7 por cento, 1,7 por cento menor que a registrada em março do ano passado, o que representa uma redução de 670 mil pessoas na condição de pobreza.

"Pela primeira vez na história do país, o pobre não está pagando a conta numa crise", disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que participou da divulgação do estudo.

Para o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a redução da pobreza durante a atual crise se deve à adoção de políticas anticíclicas pelo governo. Como exemplos, ele citou a ampliação de programas de transferência de renda e o reajuste neste ano de 12 por cento no salário mínimo, referência para a maior parte dos benefícios concedidos pela Previdência Social.

"De 1980 para cá essa é a primeira vez que estamos enfrentado a crise com políticas keynesianas", disse Pochmann a jornalistas.

"Nas crises anteriores em vez de se ter políticas anticíclicas, nós aumentávamos os juros, reduzíamos os gastos, reduzíamos os investimentos e o salário mínimo não crescia", acrescentou ao ressaltar que 35 por cento da população brasileira tem renda garantida independente do mercado de trabalho.

De acordo com o levantamento de outros períodos de crise, o contingente de pobres aumentava substancialmente no país.

Entre 1998 e 1999, por exemplo, o número de pobres avançou no Brasil em 1,9 milhão. De 1982 a 1983 a estimativa do Ipea é que a quantidade de pobres expandiu-se em 7,7 milhões nas seis maiores regiões metropolitanas e, na crise de 1989 e 1990, o número de pobres teve incremento de 3,8 milhões de pessoas.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

link original AQUI.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Gazeta Mercantil: Prêmios Nobel elogiam e Serra critica a economia

São Paulo, 12 de Maio de 2009 - Três prêmios Nobel de Economia elogiaram ontem a austeridade da política monetária brasileira durante a turbulência da economia mundial. Joseph Stiglitz (Nobel de 2001), Edward Prescott (2004 ) e Robert Mundell (1999) comentaram ontem durante o "Exame Forum" que o Brasil está em melhores condições do que a maioria dos países desenvolvidos e deverá se recuperar mais rapidamente também.

"A política monetária brasileira deixou espaço de manobra", afirmou Stiglitz. "Como uma grande economia, o Brasil tem mais espaço para um estímulo efetivo ao consumo."

Já o governador paulista, José Serra, por sua vez, criticou o ritmo lento dos cortes nos juros desde setembro, quando houve o agravamento da crise financeira mundial com a quebra do Lehman Brothers.

Serra manifestou também forte preocupação com um possível retorno do ciclo de valorização do real frente ao dólar e a volta da "ciranda cambial".

a7(Gazeta Mercantil/1ª Página - Pág. 1)(Rosana Hessel e Bruno de Vizia)

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link original AQUI.

Esses ganhadores de Nobel fuleras... deveriam ler mais o que Serra diz antes de falar essas besteiras!!!

sábado, 9 de maio de 2009

Prêmio Nobel da Economia Joseph Stiglitz fala da economia brasileira

Só pode ser um complô dos ganhadores do Prêmio de Ciências Econômicas Nobel para desmoralizar Miriam Leitão e os "economistas" da editora Abril.

Dessa vez foi Joseph Stiglitz.

Deu na Folha: "O prêmio Nobel da Economia Joseph Stiglitz afirmou nesta sexta-feira, em Estoril, na região de Lisboa, que o Brasil tem margem para enfrentar a crise mundial. (...) Stiglitz frisou que "o Brasil tem agora espaço de manobra para a sua política monetária", algo que os Estados Unidos e a Europa já não dispõem."

É a tese da marolinha se tornando respeitável internacionalmente. Quem diria?

Leia artigo completo AQUI.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Estadão: Nobel de Economia Phelps diz que vê 'futuro brilhante' para o Brasil

Só pode ser sacanagem com Miriam Leitão!!!

Deu no Estadão: "Além de avaliar que o Brasil pode ser uma das primeiras economias a sair da crise, Phelps disse que vê um "futuro brilhante" para o País. "As exportações estão começando a melhorar e os países latino-americanos, de um modo geral, estão se saindo muito bem. As taxas de juros estão caindo satisfatoriamente na América Latina e devemos ter um desempenho excelente na região nos próximos anos", acredita."

Veja o texto completo clicando AQUI.

Agora que o monstro da crise murchou, a Globo e a Veja começaram outra estratégia para eleger Serra em 2010: Estão declarando a morte de Dilma por um câncer que nem existe mais. Golpe baixo sem limites, e tem gente que ainda engole.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A crise é o fim do mundo

Resposta da Havaianas à assustadora crise mundial!

Era pra esse comercial passar nos intervalos do programa de Miriam Leitão.

domingo, 19 de abril de 2009

Bolsa brasileira é a mais rentável do planeta em 2009

Agencia Estado
SÃO PAULO - A melhora de humor nos mercados internacionais nas últimas semanas trouxe o investidor estrangeiro de volta ao Brasil e colocou os principais ativos do País em destaque no mundo. Do início do ano para cá, a bolsa brasileira é a que tem os maiores ganhos do planeta e o real é a moeda com a terceira maior valorização ante o dólar. Se a máxima segundo a qual o mercado financeiro antecipa o que ocorrerá meses depois na economia real for mesmo verdadeira, os brasileiros podem ter razão para algum alívio, em meio a tantas notícias negativas. Até a quarta-feira, o índice MSCI Brasil avançava 27,41%, ante 25,7% do MSCI Rússia, segundo colocado no levantamento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo. Essa série de termômetros do mercado acionário global foi criada pela MSCI Inc., divisão do banco americano Morgan Stanley. É a medida mais usada pelos investidores para comparar as bolsas porque adota referências semelhantes e elimina a influência das moedas locais. No mercado cambial, também até quarta-feira, o ganho do real em relação ao dólar era de 6,32%, ante 6,74% do rand sul-africano e 10,66% do peso chileno. Sexta-feira, a moeda americana valia R$ 2,191. Segundo o vice-presidente da mesa de operações do Banco WestLB, Alexandre Ferreira, o avanço do real só não é mais expressivo porque o Banco Central (BC) já fez operações que, na prática, tiveram o mesmo valor de uma compra de dólares. No fim de março, a autoridade monetária deixou de rolar vários contratos de um instrumento financeiro chamado swap, num total de US$ 3,5 bilhões. Se o BC tivesse mantido a estratégia anterior, provavelmente o real estaria no topo do ranking mundial hoje, como a Bovespa.A valorização dos dois ativos está interligada e deve-se principalmente à volta do apetite pelo risco entre os investidores estrangeiros. Isso ocorreu por causa do relativo otimismo que se seguiu ao anúncio do plano do governo Barack Obama para salvar bancos nos EUA e ao resultado da reunião do G-20, na qual se definiu, entre outras coisas, que banco relevante não vai mais quebrar e os planos de estímulo podem chegar a US$ 5 trilhões em todo o mundo. É como se a tempestade tivesse amainado e os investidores mais arrojados já estivessem saindo da toca para olhar as opções com bom potencial de retorno. Nesse contexto, o Brasil se destaca por várias razões.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mercado Interno e a Crise

A indústria brasileira começa a dar sinais de recuperação em março, como já previam alguns. Os setores que estão se recuperando são aqueles que dependem da renda do trabalhador (alimentos, automóveis, têxtil; por exemplo).

O aumento do salário mínimo e outros programas sociais ajudaram a elevar a renda média das famílias mais pobres; que estão consumindo mais, aumentando a demanda interna. Matamos dois problemas com a distribuição de renda: melhoramos a qualidade de vida dos mais pobres e aumentamos o fluxo de dinheiro para fugir da crise. Na minha opinião, essa é uma solução melhor do que entregar dinheiro aos bancos.

Em dezembro, quando a crise estava no auge, todos os 14 setores pesquisados tiveram uma queda de demanda global comparada a setembro. Demanda global é a soma da demanda interna e externa. Já em março, a demanda global voltou a subir, principalmente pelo aumento do consumo interno.

A venda de automóveis foi quase 17% maior que em março de 2008; também graças a redução do IPI. A indústria automobilística é uma das mais importantes para a geração de emprego, e por isso, é um fator importante. “Fizemos a redução do IPI porque sabíamos da importância da cadeia produtiva automobilística. Eles representam aproximadamente 24% ou 25% do PIB [Produto Interno Bruto] industrial brasileiro”, disse Lula no seu programa de rádio. (fonte: AQUI). A venda de automóveis é um um dos bons indicativos da economia em qualquer lugar do mundo.

A venda de alimentos também está bem. Em março, tivemos a melhor média de renda nesse setor dos últimos 14 anos. "Trata-se de um item que é imune à crise porque não depende de crédito para ser comprado", Diz Jorge Ferreira Braga, do FGV. A baixa da inflação também ajuda.

Link externo
Último segundo: A Indústria dá sinais de recuperação

Na medida que outros links forem aparecendo, se aparecerem, vou postando.
Por enquanto a Folha só fala de queda de PIB.

terça-feira, 7 de abril de 2009

segunda-feira, 9 de março de 2009

Revista TIME: The one country that might avoid recession is...

A mídia internacional já sabe o que a Folha de São Paulo, a Globo e simpatizantes não sabem ou fingem que não sabem. Em um artigo de 5 de maio desse ano, a revista TIME é só mais uma a reconhecer que o governo brasileiro está se dando melhor do que ninguém ao enfrentar a crise financeira.

Ela cita alguns fatos importantes:

1. A qualidade de vida nas favelas do Brasil, obviamente, ainda não é boa.
2. Conforme estudos da OECD (Organization for Economic Cooperation & Development), o Brasil é o único das 34 maiores economias do mundo que pode crescer em 2009.
3. Enquanto todas as empresas ligadas ao petróleo do mundo estão desabando economicamente, a Petrobrás tem um aumento assustador de lucros e de novos investimentos.
4. O Brasil é o único país em desenvolvimento que consegue fortalecer a economia com distribuição de renda.

Leia você mesmo AQUI.

El País: "Obama quiere el petróleo de Lula"

Lembro-me bem que um "bom" "argumento" para defender as privatizações que aconteceram no Brasil há um tempo era essencialmente que uma instituição pública, por definição, não funciona. Inclusive ainda existe gente pensando assim. A estratégia do governo neo-liberal passado era muito simples: cortava-se pouco a pouco o investimento federal naquela instituição, e quando ela tivesse a beira da falência dizia-se que ela não estava funcionando e por isso era melhor privatizá-la.

FHC, de fato, adotou essa estratégia com as escolas técnicas federais. Quem estudava no CEFET entre 2000 e 2002, se estava atento aos acontecimentos, vivia o terror do CEFET privatizado. FHC declarava publicamente que estava na hora de privatizar os CEFETs. É a lei do estado mínimo. Ainda bem que não deu tempo. O CEFET-RN hoje já tem seu orçamento significativamente aumentado, além de ter vários campi no estado inteiro. Os CEFETs dão resultados sim, bastou que se investisse seriamente neles.

Com a PETROBRÁS, aconteceu a mesma coisa. A PETROBRÁS é estatal e é a maior e melhor empresa do país. E uma das maiores e melhores do mundo, com certeza. E está crescendo muito. Não existe nenhuma empresa no Brasil que invista mais em cultura, educação e na sociedade em geral que a PETROBRÁS. E a razão é simples, a empresa não visa unicamente o lucro de sócios, ela é estatal, do povo.

O mundo já quer comprar petróleo e derivados da PETROBRÁS. Isso é transferência de DINHEIRO para o Brasil vindo dos EUA, Europa e Japão. Só dependerá de quanto petróleo a empresa bombeará nos próximos anos. Lula já avisou que o mercado interno tem preferência. Ou seja, quando sobrar petróleo para o consumo interno do país, ele começará a será exportado. Já estamos quase lá.

Leia, ou pelo menos "passe a vista", no que o El País, maior jornal espanhol, publicou sobre a Petrobrás hoje. Clique AQUI.

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Crise dos Automóveis

Deu na Folha.com

"A produção de automóveis na Argentina caiu 55,7% em fevereiro passado em relação ao mesmo mês de 2008, com as exportações baixando 63,4% no mesmo período, revelou nesta quarta-feira a Adefa (Associação de Fábricas de Automotores)."

'" A produção de automóveis na Europa deve fechar 2009 com redução de 25% sobre o ano passado, estimou nesta quarta-feira a Acea (Associação de Construtores Europeus de Automotores). "

"Vendas da Ford nos EUA caem 48% em fevereiro "

E o Brasil?

"A venda de automóveis e comerciais leves registrou a terceira alta consecutiva em fevereiro deste ano, segundo dados antecipados pela Folha Online. Puxado pela redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e pelas promoções das montadoras, o desempenho superou 2008. No resultado por marca, a Volkswagen lidera o mercado. "

Até a própria madrinha da crise, a Folha de São Paulo, está agora noticiando os bons resultados do Brasil em relação à crise mundial. O aumento do consumo de carros foi tão acima do esperado no Brasil que a Volkswagen "convocou 7.000 funcionários da linha de produção da unidade de São Bernardo (ABC Paulista) para dia de trabalho extra neste sábado.". Coitada de Miriam Leitão.

Referências (todas da folha.com):

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

The Corporation

Documentário canadense "The Corporation", segundo suas próprias palavras, "...examina a natureza, evolução, impacto e possível futuro da corporação moderna." Ele também abre uma discussão sobre a falta de participação do estado no mercado. Filmado em 2003, já previa a crise econômica que viria. RECOMENDO!!!

Parte 1 do documentário legendado abaixo:



Página do filme no IMDB: AQUI.
Página oficial do filme: AQUI.

Da wikipedia PT:

"O corporativismo é um sistema político criado na Itália Fascista, no qual o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classes, e que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política, através dos representantes por si escolhidos.

Assim sendo, propôe-se eliminar a luta de classes mediante um modelo de colaboração entre elas. Esse meio de organização das relações entre empresários e trabalhadores na sociedade capitalista industrial entrou em ascensão com o declínio da doutrina liberal, no final do século XIX e início do século XX.

Atualmente, nas sociedades capitalistas vigentes, o corporativismo significa a fusão da classe trabalhadora organizada ao Estado, de funcionamento capitalista, maximizando o crescimento econômico e possibilitando o equilíbio das classes diante das suas divergências. Num suposto equilíbrio, os interesses conflitantes entre capital e trabalho seriam, na perspectiva corporativista, atenuados e direcionados positivamente pelo Estado - aqui visto como uma entidade neutra. A palavra "corporativismo" provém da palavra latina corpus, corpo."

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Crise Econômica no Brasil

A bolsa cai, a Folha de São Paulo bota nas manchetes. A bolsa sobe, silêncio total. Por quê?

Todos acompanharam as manchetes do fim do ano passado nos principais jornais do país. Era crise pra tudo que é lado. A comentarista (urubóloga, segundo Paulo Henrique Amorim) da Globo Miriam Leitão decretava a falência do Brasil. Quando por acaso a bolsa brasileira subia, eles diziam: "subiu, mas foi acompanhando a bolsa de Nova Iorque que ajudou a todos".

Não li na Folha nenhuma informação sobre a notícia que vi na revista Valor Online. A manchete de hoje é a seguinte: "Bovespa tem recuperação na sexta; ganho no ano passa de 10%".

Graças a diversificação das exportações, estamos menos sensíveis às quedas da Dow Jones. Os países que continuaram economicamente aclopados aos Estados Unidos, como o México e o Canadá, estão em caindo abraçados com os americanos.

Veja o trecho da reportagem da Valor Online: "Campello chama atenção para o descolamento da bolsa brasileira do mercado americano. Isso fica visível ao observar o desempenho da Ibovespa no acumulado do ano. O principal índice de mercado tem alta de 10,98% em 2009, enquanto o Dow Jones amarga perda de aproximadamente 10%."

Para ler o artigo completo, clique AQUI.